Calha


Personagens e esqueletos de personagens...

Tem gosto pra tudo... Gosto muito de HQs, autores, desenhistas, personagens... Mas tem gente que leva a sério... Nada contra, claro ;-)

Hyungkoo Lee criou a série Animatus com a "intenção de analizar a estrutura anatômica e as formas físicas de personagens de animação..." Esta figura ao lado (do Pato Donald, esbravejando como sempre) e outras estão no blog The Contaminated.

Para descontrair :-)



Escrito por Brasil Bonilla às 22h27
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Dois exemplos da influência oriental: animê do Batman e Disney em mangá

Falei um pouco (só um pouco) de mangá nos últimos posts. E, por coincidência, foram divulgadas nesta semana dois exemplos da grande influência oriental nos quadrinhos norte-americanos: o animê (desenho animado no estilo oriental) do Batman e a versão em mangá da Disney.

Imagem do site da Disney MangáA mais surpreendente, para mim, é a versão mangá da Disney, noticiada pelo Universo HQ. Embora as história de Donald e companhia não sejam criadas unicamente em único país - há estúdios autorizados a criar histórias dos personagens Disney em alguns lugares do mundo, inclusive no Brasil - eles seguem uma padronização, um jeito bem típico. Não acho que vá ficar ruim, de modo algum. Só estou curisoso.

O site oficial da Disney Manga: http://www.disney.it/publishing/disneymanga (é uma criação da Disney Itália).

Segundo o Omelete, a DC está preparando "Gotham Kinght", um DVD com seis animês do Batman. A idéia é permitir novas intrepretações do personagem, mas de um outro ponto de vista artístico. Abaixo, um preview de dez minutos de "Gotham Kinght", com pessoas ligadas ao projeto explicando por que escolheram o estilo animê e o que é o projeto:


O Batman irá enfrentar três inimigos diferentes (a definição entre parênteses é dos próprios criadores do projeto, retirada do vídeo acima):  Crocodilo (lenda urbana contra lenda urbana), Espantalho (diferentemente dos outros inimigos do Batman, que o atacam fisicamente, este o agride de dentro para fora) e Pistoleiro (a antítese de Bruce Wayne, um playboy que mata por prazer e por dinheiro). Eu, particularmente, gosto muito do Pistoleiro, retratado como um verdadeiro anti-herói por John Ostrander na série "Esquadrão Suicida".



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 09h16
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Ainda no clima de mangá: o seriado estrelado pelo Lobo Solitário

Falei de mangás nos dois últimos dias e aproveitei para pesquisar o meu predileto, "Lobo Solitário" ("Kozure Okami"), de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (arte). Trata-se da história do samurai em desgraça Itto Ogami, que perambula com seu filho de três anos, Daigoro. A série teve 28 volumes de 300 páginas, publicados de setembro de 1970 a abril de 1976.

Lobo Solitário virou dois seriados televisivos e sete longas para o cinema, além de filmes para a TV.

O primeiro seriado, "Kozure Okami", teve três temporadas de 26 episódios lançadas de 1973 a 1976, com Kinnosuke Yorozuya no papel de Itto Ogami. O segundo seriado, também chamado "Kozure Okami", foi ao ar de 2002 a 2004 e teve Kinya Kitaoji como Ogami.

Os quatro primeiros filmes para o cinema foram lançados em 1972; os seguintes viriam em 1973, 1974 e 1980.


Trailer do primeiro filme, "Kozure Ōkami: Kowokashi udekashi tsukamatsuru" (algo como "lobo com criança a reboque: aluga-se perícia e criança"):

Abaixo, a primeira abertura do seriado de TV:

Curioso que ambos são da mesma época, mas se o trailer é violento e sangrento (e termina com uma cabeça rolando), a abertura do seriado não traz nada de violência . É focada no pequeno Daigoro e tem um clima mais intimista (imagens do Sol ou do reflexo de um lobo em um lago, além de uma espada e uma mancha de sangue). Dois aspectos diferentes de uma complexa história em quadrinhos.


Não sei se estes seriados ou filmes estão disponíveis no Brasil, mas devem ser interessantes.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 16h31
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The New York Times e o preconceito contra os mangás

No post de ontem, eu perguntei: nós realmente compreendemos os mangás? Afinal, é um mundo imenso, do qual temos pouco acesso. E há uma história de 2002 (ou seja, em pleno século 21) que mostra um misto de preconceito e falta de informação de um dos maiores jornais do mundo (o "The New York Times") e os mangás.

Em 2002, o "The New York Times" afirmou em uma matéria que o Japão tinha baixos níveis de alfabetização porque os japoneses liam mangás demais. Quando soube disso (a fonte é o livro "Mangá - Como o Japão Reinventou os Quadrinhos", de Paul Gravett), não acreditei. No fundo, não é só um preconceito contra mangás (como se fosse pouco), mas contra as histórias em quadrinhos como um todo. É dizer que ler HQs contribui para o analfabetismo e a falta de cultura.

Enfim, fui atrás do tal artigo para ver se era verdade. Sim, era: "Tokyo Journal; A Wizard of Animation Has Japan Under His Spell" é o título do texto, publicado em 3 de janeiro de 2002. É um artigo sobre a ótima animação "A Viagem de Chihiro" (Sen to Chihiro no Kamikakushi) , dirigido por Hayao Miyazaki.

Pausa para trailer de "A Viagem de Chihiro":

 

A certo momento, o artigo diz: "Comic books account for 60 percent of printed publications in Japan, a reflection of low literacy rates due to the difficulty of learning Japanese characters." Traduzindo livremente: "As histórias em quadrinhos respondem por 60% das publicações impressas no Japão, um reflexo das baixas taxas de alfabetização devido à dificuldade de aprender ideogramas japoneses."

Ou, tentando entender mais: os japoneses só lêem HQs porque não conseguem aprender sua língua escrita. Se conseguissem, não precisariam dos desenhos acompanhando. Preconceito com os quadrinhos, os mangás e, acima de tudo, com os japoneses.

O "The New York Times" retratou-se no dia 10 de janeiro: "An article on Jan. 3 about the Japanese success of the movie 'Sen to Chiriro', by the celebrated animator Hayao Miyazaki, misstated its relationship to the country's literacy rate. Japan has nearly complete literacy, not a low rate." Em tradução livre: "Um artigo do dia 3 de janeiro sobre o sucesso japonês do filme "A Viagem de Chihiro", do célebre animador Hayao Miyazaki, relatou falsamente sua relação à taxa de alfabetização do país. O Japão tem alfabetização quase completa, não uma taxa baixa."

Minha opinião: que barrigada (jargão jornalístico para grande erro)! Outra opinião: "A Viagem de Chihiro" é uma ótima animação, vale a pena.



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 17h34
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Nós realmente compreendemos os mangás?

O escritor, jornalista e professor Arnaldo Niskier escreveu nesta semana um artigo bem interessante na Folha de S.Paulo: "Mangá e a transplantação de cultura".

Astro boy, de Osamu Tezuka"No imenso aeroporto de Tóquio, a espera é angustiante. Você entra e sai das mesmas lojas diversas vezes. Enquanto não reabre o aeroporto de Nova York, fechado por uma nevasca, não há como deixar a base em que nos encontramos. Na poltrona da sala VIP, refestelada, uma criança japonesa está inteiramente envolvida pela leitura de uma história em quadrinhos. Aliás, várias histórias e diversas revistas. Todas de mangá, a coqueluche do público infanto-juvenil.
A moda ganhou mundo, com a publicação se expandindo para outras praças. Houve o reforço dos desenhos animados (anime) que chegaram às telas brasileiras, povoadas de heróis.

O estilo mangá tanto pode ser visto em boas lojas da capital japonesa quanto nas embalagens de produtos brasileiros de perfumaria. Os jovens que constituem a maioria dos interessados na novidade desfilam sobretudo para serem vistos, adorando fotos.

Estamos, pois, no olho de um furacão chamado mangá, sinônimo, para a juventude, de tempos de mudança. O Japão tornou-se uma grande fonte de consumo, com a reação esperada da sua economia, depois de anos de dificuldades, e hoje as lojas, como vimos, estão cheias de clientes ansiosos por novidades. As mulheres gostam do consumo e os homens não ficam muito atrás. Vestem-se com elegância, não raro com o lenço saliente no bolso do paletó, cabelos gomalinados, como se estivessem vivendo de fato uma nova realidade."

Ele fala mais, e aborda a influência do mangá na cultura brasileira. Mas fico pensando uma coisa: nós realmente entendemos os mangás? Li recentemente um livro ótimo sobre o tema: "Mangá - Como o Japão Reinventou os Quadrinhos". Depois de lê-lo, me soa até meio simplista dizer que mangá são os quadrinhos japoneses. Esta definição está certa, mas é simples perante o universo dos mangás.

Gravett apresenta, no seu livro, dois fatores essenciais na formação do mangá. O primeiro foi a influência dos quadrinhos norte-americanos, que entraram no país com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Eram HQs coloridas, alegres e baratas, que tiveram grande aceitação entre as crianças japonesas do pós-guerra.

O sucesso dos quadrinhos feitos nos Estados Unidos tornou-se um estímulo para a produção local. Os leitores consumiam cada vez mais, e as editoras passaram a ser lançar revistas dos mais diversos gêneros e com um número de
páginas cada vez maior. Hoje, cada edição pode ter 200, 400 ou mais de mil páginas. Apesar do tamanho, o preço do mangá tradicional não é um problema: eles são baratos o suficiente para que o leitor compre um por dia e o jogue fora, e não há nada de anormal nisso.

O segundo fator foi, na verdade, uma pessoa: Osamu Tezuka (1928-1989), que em seus mais de 40 anos de carreira influenciou não este ou aquele gênero de mangá, mas todo o estilo japonês de criar quadrinhos. Ele escreveu e desenhou 150 mil páginas (!!) de quadrinhos, distribuídos em 600 (!!) titulos de mangás e 60 trabalhos de animação. Abaixo, um exemplo de animação de Tezuka, "Jumping":


Entre as obras em quadrinhos de Tezuka, estão "Astro Boy", "Adolf" (recentemente lançada no Brasil como uma série em cinco volumes) e "Buda".E o que mais me espanta é a variedade de gêneros. Está errado dizer, como Niskier o fez, que mangá é a "coqueluche do público infanto-juvenil"? Não, mas não é só isso.

Em 2002, segundo levantamento apontado por Gravett, foram publicados 281 títulos de mangás, sendo só 21 para meninos e 43 para meninas - o público infanto-juvenil, somado, fica com 47,2%. Há ainda 54 mangás masculinos, 59 femininos e 104 outros. Ou seja: é muito mais do que a maioria que nós, ocidentais, supomos.

Entre os para meninos, estão "Slam Dunk", série de basquete que está sendo publicada no Brasil; "Tsurikichi Sanpei", sobre pescaria; "Joe do Amanhã", sobre boxe; a comédia nonsense "Tensai Bakabon"; os de ficção científica; e o semi-autobiográfico "Gen Pés Descalços", sobre os sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Para meninas, há "Genji Monogatari"; "Lady Victoria", que se passa na Inglaterra do século 19; "Sailor Moon", famosa no Ocidente; e o seminal "Princesa Cavaleiro", criado por Tezuka.

Entre os mais maduros (não necessariamente eróticos) estão "Ghost in the Shell"; a ficção "Akira", que se transformou em um longa-metragem fantástico de animação; e o épico "Lobo Solitário", publicado na íntegra no Brasil pela editora Conrad (palmas para ela!). Para as moças mais maduras: "Between the Sheets", "Feel Young" ou "Happy Mania" (assim mesmo, em inglês).

Há ainda outros gêneros, mas OK, podemos parar os exemplos por aqui. Meu ponto é: o que chega até nós é uma parcela muito pequena. Será que realmente compreendemos os mangás?

ps - mais sobre mangá no post abaixo: Uma faculdade de mangás e o novo DVD de 'Akira'



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 21h02
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Uma faculdade de mangás e o novo DVD de 'Akira'

Mais duas notícias relacionadas a mangás nesta semana, além do artigo citado no post acima. O Made in Japan publicou fotos bacanas de uma faculdade para formar mangakas (artistas de mangás) no Japão: clique aqui.

E o Omelete publicou que o DVD da fantástica animação "Akira" ganhará duas novas versões em DVD no Brasil. Citando a matéria original: "A edição de colecionador virá em uma lata com as duas versões do filme - a original de 1988 e a widescreen remasterizada com dublagem original - mais pôster e dois cards. Já a opção simples traz só a versão wide remasterizada. Preços sugeridos: R$ 34,90 (simples) e R$ 49,90 (colecionador). O lançamento, comemorando os 20 anos do longa, está marcado para 23 de abril."

Abaixo, só para dar um gostinho, o trailer de "Akira", dirigido pelo autor dos mangás, Katsuhiro Otomo:



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 21h00
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Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha: parte 3 (de 3)

Este é o terceiro (e último) vídeo da pequena animação estrelada por Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha, produzida pela Marvel Kids (http://www.marvelkids.com/). Curiosamente, apesar dos três personagens de peso em ação, chama-se apenas "Iron Man's Adventure" (aventura do Homem de Ferro).

A parte 1 está aqui e a parte 2, aqui.



Escrito por Brasil Bonilla às 00h14
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Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha: parte 2 (de 3)

Esta é a segunda parte da animação estrelada por Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha. Estes personagens não foram escolhidos à toa. Para este ano, estão previstos o lançamento do filme do Homem de Ferro (estrelado por Robert Downey Jr. e dirigido por Jon Favreau, prevista para estrear em maio aqui no Brasil) e do Hulk (estrelado por Edward Norton e dirigido por Louis Leterrier, previsto para o meio do ano). Li até que há uma cena em que aparecem personagens dos dois filmes filmada para aparecer tanto no "Iron Man" quanto no "The Incredible Hulk". Deve ser o primeiro "crossover" de dois filmes feitos originalmente para o cinema, não?

Não há filme do Homem-Aranha previsto para tão cedo, infelizmente (adoro a trilogia do Sam Raimi). Mas a presença dele se explica por ser o mais popular dos personagens Marvel - mais até do que o Wolverine, que tem um filme previsto para maio de 2009: "X-Men Origins: Wolverine ", dirigido por Gavin Hood e estrelado por Hugh Jackman, que viverá o personagem pela quarta vez.

A parte 1 está aqui e a parte 3, aqui.



Escrito por Brasil Bonilla às 00h11
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Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha: parte 1 (de 3)

Este vídeo é o primeiro de uma trilogia de animação estrelada por Homem de Ferro, Hulk e Homem-Aranha. São histórias curtas, mas divertidinhas. Parece ser fan film, mas não é: trata-se de um vídeo da Marvel Kids (http://www.marvelkids.com/).

A parte 2 está aqui e a parte 3, aqui.



Escrito por Brasil Bonilla às 23h58
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Um fan film da Mulher-Gato

A sempre ambígua Mulher-Gato (heroína? anti-heroína? vilã?) rende boas e más histórias, como todo personagem. Talvez pelo seu excesso de curvas, tem uma legião de fãs, e seu título está sempre aí.

E seus fãs trabalham para homenageá-la, como neste fan film, "Principles", baseado na divertida fase do Jim Balent:



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 19h47
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Snoopy para os ouvidos

Snoopy, Linus, Lucy, Schroeder e Charlie Brown na capa da Time de 9 de abril de 1965A série "Peanuts", estrelada por Charlie Brown e Snoopy, foi criada por Charles M. Schulz em 2 de outubro de 1950 e publicada até 13 de fevereiro de 2000, um dia depois da morte de Schulz.

"Peanuts" virou um desenho animado ótimo como a HQ. Muitas pessoas certamente conheceram o desenho antes da HQ - meu caso, por exemplo. Demorei muito tempo para começar a ler as tiras - hoje, recebo-as diariamente, no meu leitor de RSS, direto do Snoopy.com (http://www.comics.com/comics/peanuts/).

E além do "Peanuts" para ler e o para assistir, já o para ouvir. Meus amigos Vinicius Mesquita e Djeferson Barbosa gravaram uma edição especial do programa UOL That Jazz com as melodias e acordes criados pelo pianista Vince Guaraldi para o desenho animado. Eu já ouvi: vale a pena! (Clique aqui para ouvir.)

ps - abaixo, um fan film do Snoopy: "Beagle".



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 21h43
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Uma versão 'Star Wars' do Snoopy

Sem essa de "lado negro da força". Esse fan film, escrito e dirigido por Jacob Kafka, é bem divertidinho. Chama-se "Beagle" e traz o Snoopy vivendo uma aventura à la "Guerra nas Estrelas".



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 21h41
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Superman e Batman, os melhores do mundo (o vídeo)

Este é outro fan film em que Sandy Collora, o mesmo de "Dead End", usa personagens da DC: "World's Finest", estrelado por Superman e Batman. Mais uma vez, um trabalho de fã acima de tudo, com alguns cenas e diálogos retirados de álbuns de Alex Ross, por exemplo.

A diferença deste fan film para o anterior está na estrutura. "Dead End" era um curta-metragem acabado; "World's Finest" foi filmado como um trailer para um possível filme, que dificilmente será filmado. O que, aliás, é uma pena.



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 20h52
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'Dead End': o melhor filme do Batman?

Quando me apresentaram a este fan film, "Batman - Dead End", disseram: é o melhor filme do Batman - e olha que nem é oficial. (OK, foi antes de sair o ótimo "Batman Begins".)

De fato, é muito bom, vale a pena ver. É em inglês, mas tem poucos diálogos. Resumo: Batman persegue o Coringa e o encontra em um beco sem saída. Mas, como Gotham City é Gotham City, nunca se sabe o que pode acontecer, certo?

Sandy Collora, que escreveu e dirigiu, mandou muito bem: o clima sombrio, o diálogo com o Coringa, as "participações especiais". Depois, Collora fez outro fan film, que posto amanhã: "World's Finest", em que contracenam Batman e Superman.



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 21h17
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Três trailers de adaptações para fora dos quadrinhos

Foram divulgados, nesta semana, três trailers para adaptações de histórias em quadrinhos para mídias diferentes: o trailer do próximo episódio do seriado televisivo "Smallville", sobre a vida de Superman antes de virar Superman; o novo trailer do filme do Homem de Ferro, exibido durante o Superbowl; e o trailer do game para PC "Age of Conan: Hyborian Adventures".

Conan, na verdade, não é um personagem que surgiu nas HQs. Foi criado em 1932 pelo escritor Robert Howard na revista "Weird Tales". Foi levado para os quadrinhos em 1970, pela editora Marvel (com roteiro de Roy Thomas e arte de Barry Windsor-Smith), e desde então tem sido publicado quase que continuamente em forma de HQs (hoje é publicado pela editora Dark Horse). Também virou dois filmes, estrelados por Arnold Schwarzenegger: "Conan, o Bárbaro" (dirigido por John Milius, de 1982) e "Conan, o Destruidor" (dirigido por Richard Fleischer, de 1984).

Enfim, aqui vão os trailers:

Décimo-primeiro episódio da sétima temporada de "Smallville": "Siren".
É a estréia da personagem Canário Negro na série. Canário Negro é uma grande personagem, que já esteve no filme "Legends of the Superheroes" (de 1979, em que foi vivida por Danuta Rylko Soderman) e estrelou uma série própria, "Birds of Prey" (de 2002, com Rachel Skarsten vivendo a Canário Negro do seriado e Lori Loughlin interpretando a sua mãe, Carolyn Lance, a primeira Canário Negro).

Novo trailer de "Homem de Ferro":

Trailer de "Age of Conan: Hyborian Adventures":



Escrito por Brasil Bonilla às 13h09
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Censura nos quadrinhos: o John Constantine de Warren Ellis

Depois de falar na censura aos desenhos de Frank Cho e ao roteiro do Monstro do Pântano de Rick Veitch, agora é a vez de... Constantinte, John Constantine, escrito por Warren Ellis.

A capa da edição não-publicada de Hellblazer 141John Constantine (não confunda com o filme estrelado por Keanu Reeves, por favor: é o mesmo personagem, mas muito diferente) é uma espécie de um mágico amoral e egoísta que foi criada por Alan Moore como um coadjuvante para o Monstro do Pântano. O personagem cresceu e ganhou uma revista própria (batizada "Hellblazer"), que vigora até hoje (está no número 241), enquanto a do Monstro do Pântano foi cancelada quatro vezes (primeira série: 24 números; segunda série, que teve Alan Moore reinventando o personagem: 171 números; terceira série: 20 números; quarta série: 29 números; total: 244 números). Se não surgir uma nova série do Monstro do Pântano até junho, e a de Constantine não for cancelada, o "coadjuvante" irá superar o personagem principal.

Mas não é este o caso de hoje. O caso é que, em 1999, a edição 141 de "Hellblazer" traria uma história chamada "Shoot.", escrita por Warren Ellis e ilustrada pelo excelente Phil Jimenez. Neste número, Constantine (que é britânico) iria aos Estados Unidos investigar a série de assassinatos realizados em escolas norte-americanas em que crianças assassinam outras crianças. Tema pesado, de fato. Mas Constantine, assim como o Monstro do Pântano, pertence à Vertigo, o selo da editora DC Comics cujas histórias são voltadas ao público adulto.

A capa da edição publicada de Hellblazer 141Entretanto, com a história já escrita e desenhada, houve o Masscre em Columbine (20 de abril de 1999), quando dois alunos mataram 12 estudantes e um professor e feriram mais 23 pessoas, antes de cometerem suicídio. Uma tragédia. Mais sobre ela pode ser visto no polêmico filme "Tiros em Columbine", do diretor Michael Moore (eu recomendo).

As HQs são preparadas com muita antecedência. O número 141 de "Hellblazer" estava previsto para setembro daquele ano. A DC optou por não publicar a história e publicou a edição com um mês de atraso, em outubro, com uma história diferente. O roteirista, Warren Ellis, deixou o título, mas não a editora.

A história censurada, "Shoot.", virou artigo de colecionador. E, de fato, é ótima. Publico neste post a capa da edição não publicada e a capa publicada, ambas de Tim Bradstreet.

Para quem quiser ler a história inteira, recomendo este link: http://www.compsoc.man.ac.uk/~jp/comics/shoot/index.html. O internauta que a postou, entretanto, avisa: "Não tenho advogados, portanto se a DC quiser que eu remova (a história), tudo o que eles têm a fazer é pedir".



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 12h29
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Monstro do Pântano de carne, osso e musgos

Ontem eu falei sobre a censura ao Monstro do Pântano de Rick Veitch. Hoje eu iria falar sobre a censura ao John Constantine de Warren Ellis, mas vou me desviar. O Monstro do Pântano (Swamp Thing) é um personagem rico demais, especialmente depois da fase (de anos) com Alan Moore à frente do roteiro.

E o Monstro do Pântano é quase um paradoxo: é feio, apático, sem sex appeal, com histórias por vezes "paradonas"... E mesmo assim migrou em quatro ocasiões para outas mídias.

A primeira foi em 1982, com o longa-metragem "Swamp Thing", dirigido por Wes Craven (das séries "A Hora do Pesadelo" e "Pânico"). Ray Wise interpreta Alec Holland de carne e osso, antes do acidente que o transforma em Monstro do Pântano; Dick Durock interpreta a versão em plantas e musgos. Adrienne Barbeau, que faria a voz da Mulher-Gato no desenho animado "Batman: A Série Animada", vive a gatinha Abigail Cable. Não consegui ver este filme ainda, mas vontade não falta.

Este filme teve uma seqüência em 1989: "The Return of Swamp Thing", dirigido por Jim Wynorski e estrelado por Dick Durock (o Monstro do Pântano) e Heather Locklear (a Abby Arcane, a mesma Abigail Cable do filme anterior, mas com nome de solteira). Já vi trechos deste filme. É um clássico trash do nível do primeiro Quarteto Fantástico ou do longa da Liga da Justiça.

Depois foi a vez de um seriado televisivo de três temporadas e 72 episódios! Até onde eu sei, é inédito na TV brasileira. Tenho os quatro primeiros episódios. Divertido. Dick Durock, mais uma vez, vive o papel do verdão.

A quarta é um desenho animado que durou apenas cinco episódios e foi ao ar em 1991. Len Carlson faz a voz do Monstro, e Paulina Gillis, a de Abigail Arcane.

Achei, para este post, duas coisas que considero raridades. Um comercial do Greenpeace (!!) estrelado pelo Monstro do Pântano (que belo garoto-propaganda, hein?) e a abertura deste misterioso desenho animado que durou apenas cinco episódios.

O comercial

 

A abertura do desenho animado



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 23h47
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Censura nos quadrinhos: o Monstro do Pântano de Rick Veitch

Frank Cho desenha mulheres sensuais e é censurado. Censurado, pero no mucho: faz um retoque aqui, outro ali, e o desenho é publicado. Mas há casos de HQs censuradas por causa do roteiro, ou do tema. Um dos exemplos interessantes é o Monstro do Pântano de Rick Veitch.

A capa censurada de Swamp Thing nº 88O Monstro do Pântano era um monstro (ah, vá) usando em histórias de terror. Foi criado em 1971 por Len Wein (roteiro) e Berni Wrightson (arte). Nunca foi muito famoso... Até chamarem um escritor britânico que começava a fazer sucesso, especialmente com a série Miracleman: Alan Moore.

Moore pegou a série em janeiro de 1984 (Saga of the Swamp Thing nº 20) e a escreveu até setembro de 1987 (número 64). O que ele fez com a revista não foi pouco: foi fantástico. É difícil resumir aqui já que o foco é outro, mas merece outros posts no futuro. Enfim, ele transformou um monstro feio em um ser "elemental", uma criatura gerada pelo planeta Terra para defendê-la. As histórias assumiram um tom de horror, fantasia e ecologia, sem nunca deixar de lado que se passa em um universo habitado por super-heróis.

Enfim, Moore deixou a revista. Em seu lugar assumiu o desenhista Rick Veitch, que passou a escrever e ilustrar o Monstro do Pântano. E ele seguiu os conceitos deixados por Moore: o Monstro do Pântano era, antes de tudo, um elemental que habitava um universo de super-heróis.

No número 80, o Monstro do Pântano foi enviado ao passado. Ele passaria as edições seguintes tentando voltar ao presente. O problema todo envolve a edição 88: o Monstro do Pântano contracenaria com Jesus Cristo. A DC Comics já havia aprovado o roteiro, mas algo aconteceu e a história foi cancelada no meio - o  desenhista Michael Zulli já havia desenhado parte dela.

A capa publicada de Swamp Thing nº 88Muitos boatos envolvem esta não-publicação. Um deles diz que a DC achou a capa (acima) forte demais. Outro boato diz que a controvérsia gerada pelo filme "A Última Tentação de Cristo", de Martin Scorcese, fez com que a editora recuasse. O filme foi lançado em 1988 - a HQ seria lançada em julho de 1989.

O fato é que Rick Veitch pediu demissão. Neil Gaiman e Jamie Delano, convidados a subsitui-lo, não aceitaram. Doug Wheeler, nem de longe tão conhecido quanto os dois, aceitou a tarefa, e "Swamp Thing" nº 88 foi publicada em setembro, com dois meses de atraso.

Rick Veitch criou, depois deste episódio, a minissérie "Brat Pack", lançada no Brasil no final do ano passado. Nesta série ele ataca, diretamente, a DC Comics e seus principais personagens: Superman, Batman, Robin, Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde, Liga da Justiça, apenas recriando-os com outros nomes. Mas não há o que esconder, são eles mesmos. "Brat Pack" também é bem controverso e merece um post com mais calma no futuro.

Quanto à censura imposta pela DC... Fico curioso. Gostaria de ter visto a história. Não acredito que seja ofensiva a Jesus Cristo. Será que esta imagem postada aqui, que seria a capa, foi de fato considerada forte demais? Eu não acho. Será que sou insensível ou foi mesmo rigor demais da DC?



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 21h11
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