Calha


Surfista Prateado e silencioso

Costumo postar fanfilms aos domingos. Este, feito no distante ano de 1994, é estrelado pelo Surfista Prateado, que entra mudo e sai calado. Divertido.



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 01h17
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Falta um padrão aos quadrinhos brasileiros?

Meu amigo Lovatto me passou nesta semana o programa "HQ & Cia", que trazia uma entrevista com José Márcio Nicolosi, diretor de animação dos Estúdios Mauricio de Sousa.

A entrevista é curta, mas bacana. E termina com um comentário interessante: "Tá na hora de a gente ter o nosso padrão", diz Nicolosi, citando os japoneses.
Ele diz que um mangá é facilmente identificado como sendo de origem japonesa; e que falta isso aos quadrinhos brasileiros.

Não sei se concordo. Ok, quadrinhos japoneses são facilmente identificáveis. Mas e os franco-belgas, os italianos ou os britânicos e norte-americanos que não são de super-heróis. Será que são tão identificáveis assim?

Por exemplo: "The Left Bank Gang", premiado como melhor hq estrangeira publicada nos EUA no ano passado; ou Gipi, artista premiado com a melhor HQ em Angouleme (França), também em 2007. Será que olhando para as obras deles, reconheceremos de cara que são da Noruega e da Itália, respectivamente?
Acho que não. E minha dúvida é: será que precisa? Será que as escolas nacionais de quadrinhos precisem ter uma identificação tão clara em sua HQ?

Não sei, na verdade, se era isso o que o Nicolosi quis dizer. Foi uma resposta curta para outra pergunta. Ele dizia que os artistas (brasileiros, mas não só) precisam ter um conhecimento mais amplo antes de se especializarem - ele cita cinema e literatura, mas imagino que também sejam importantes artes plásticas, quadrinhos e animação.

Nisso, concordo com ele. Quanto mais o artista tiver estudado e compreendido seu meio, mais ele vai poder optar até que ponto vai poder seguir o que já existe e até que ponto conseguirá inovar.

E acho que o quadrinho brasileiro já tem uma cara própria. Aliás, uma não, várias. O gênero infantil no Brasil é bem definido; a charge também; terror; erótico. E, se pesquisarmos mais, certamente acharemos outros subgêneros que, se não são brasileiros por excelência, já têm uma boa identididade brasileira.

Na verdade, acho que a história da história em quadrinhos mundial, com suas diversas influências de uma escola para outra (norte-americana de super-heróis, norte-americana underground, britânica, nipônica, franco-belga, BDs portugueses, manwás, brasileiros etc.) ainda pode ser muito, muito estudada. Há muito por aprofundar... Por onde começar?



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 16h12
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Um pouco das BDs portuguesas no Brasil

Desconfio que as BDs (bandas desenhadas) portuguesas sejam pouco conhecidas aqui no Brasil. O versátil (e ótimo) José Carlos Fernandes já foi publicado pela Devir, e é uma exceção. José Antonio Barreiros, Carlos Barradas, Armando Lopes, Daniel Lima, Frederico Rogerio, Tiago Albuquerque, Susana Carvalinhos etc., até onde eu sei, são inéditos.

Charge de Augusto Cid, retirada do Museu Virtual do CartoonNão sei o quanto isso vai mudar após o próximo Salão de HUmor de Piracicaba (que costuma ser realizado no final de agosto), mas pode ser que desperte uma pequena curiosidade no público. O Museu Nacional da Imprensa (MNI) de Portugal realizou uma parceria com o Salão e vai trazer a exposição "PortoCartoon: a Globalização no Humor".

A carta de intenções sobre a realização do salão bienal foi assinada esta semana pelo secretário da Ação Cultural do Município de Piracicaba, Omir José Lourenço, e por Luís Humberto Marcos, em Portugal. Acompanhado por uma delegação de Piracicaba, Lourenço foi esta semana para Portugal para assistir à abertura oficial do 10º PortoCartoon. A comitiva inclui o cartunista Eduardo Grosso que, pelo segundo ano consecutivo, fez um mural nas instalações do MNI, desta vez na fachada exterior do edifício.

Eu costumo ir ao Salão... Já fui cinco vezes. Pretendo ir mais essa e conferir o humor luso - não, eles não fazem piadas de brasileiros... até onde sei, os alfacinhas (lisboetas) fazem piadas sobre os além-tejanos. Para quem não puder ir, pode navegar pelo Museu Virtual do Cartoon, organizado pelo PortoCartoon: http://www.cartoonvirtualmuseum.org/f_portocartoon.htm.
 
Fonte: Agência Lusa.



Escrito por Brasil Bonilla às 09h55
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Odeio discordar de Neil Gaiman, mas...

A Folha de S.Paulo publicou ontem uma entrevista interessante com o roteirista britânico Neil Gaiman, criador de "Sandman" e autor de "Miracleman" e "1602".

Metáfora adequada a este post: a cena em que Sandman se libertaAinda que curta, a entrevista é bacana - Gaiman, ex-jornalista, sempre fala bem - mas discordo do "mestre dos sonhos" quando ele diz: "Desde então, os quadrinhos vêm sendo reconhecidos como literatura, e isso, de certa forma, aconteceu no Brasil antes de muitos países".

OK, ele é Neil Gaiman, e quem sou eu para discordar? Um brasileiro. Se você é fã de quadrinhos e mora no Brasil, me diga: quando foi a última vez que você viu uma matéria sobre um lançamento de HQ na TV aberta? Ou na TV paga? Ou uma entrevista com um quadrinista na TV, no rádio ou em uma revista que não seja especializada? Que jornal tem uma seção semanal sobre quadrinhos? Quando foi a última vez que você ouviu algum não-fã pronunciando o nome de um quadrinista em voz alta - a não ser o do Mauricio de Sousa, no terrível seqüestro do filho dele?

OK, no Brasil já há bons blogs de quadrinhos; mais de cem lançamentos por mês; ótimos quadrinistas; seções cada vez maiores nas livrarias; mas será que os quadrinhos já são reconhecidos como literatura por aqui? Será que 2008 será o primeiro ano em que ao menos dez teses, de mestrado ou doutorado, terão sido defendidas no Brasil sobre HQs ou similares? Já chegou perto do reconhecimento que os mangás têm no Japão ou as BDs têm na Itália, na França, na Alemanha, na Bélgica ou em Portugal?

A impressão que eu tenho é que os fãs de HQs têm mais voz atualmente. E isso, em grande parte, seja por conta da Internet, imagino. E porque a aceitação da grande mídia, e do grande público, tem aumentado. Mas, e pode ser pessimismo meu, acho que ainda há um longo caminho pela frente.



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 08h46
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Você conhece as heroínas da DC Comics?

Pediram ao excelente ilustrador Adam Hughes (aquele que assina como Ah!) um pôster com as dez mais importantes heroínas e anti-heroínas do momento, mas sem uniforme, apenas com trajes de gala. Ao receber a lista e ver que a Mulher-Gato não estava entre elas, Ah! protestou (eu protestaria pela ausência da Fogo e da Grande Barda, mas isso é outra história), mas não conseguiu convencer o chefe.

Quando entregou o pôster, semanas depois, Hughes havia ilustrado 11 mulheres - sim, a Mulher-Gato estava entre elas. Os chefões da DC gostaram do resultado, e a ilustração ficou como está abaixo. Você consegue reconhecer as 11?

Da esquerda para a direita: Mulher-Gato (de preto), Oráculo (cadeira de rodas), Zatanna (cartola), Canário Negro (loira perto de Oráculo, sua amiga e ex-chefe nas Aves de Rapina), Poderosa (decote), Mulher-Maravilha (braceletes), Supergirl (loira mais magrinha), Batwoman (de calças), Víxen (cabelo curto), Hera Venenosa (cabeleira ornamentada por folhas) e Arlequina (com cetro).



Escrito por Brasil Bonilla às 06h13
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Emmanuelle: até que ponto sexo combina com filosofia?

O italiano Guido Crepax é um dos três grandes nomes do quadrinho europeu erótico, ao lado de Paolo Serpieri e Milo Manara. Emmanuelle é o nome de um famoso romance erótico francês, escrito pela franco-tailandesa Marayat Rollet-Andriane. Chegou a virar vários filmes eróticos.

 

A minha expectativa era bem grande. Afinal, Crepax por si só já é garantia de uma bela HQ erótica; ainda mais assim, adaptando um famoso romance.

 

Cena de Emmanuelle, de Guido Crepax

Decepção. Várias páginas e masturbações (da própria Emmanuelle) depois, achei que a HQ ficou devendo. As ilustrações são, de fato, belíssimas. Mas as cenas vêm e vão sem o menor sentido, dando muito a impressão do sexo pelo sexo, como nos piores álbuns do Manara.

 

E, do meio pro final, a impressão é que “Emmanuelle” quis se tornar um “erótico-cabeça”. Muita verborragia não entre os atos sexuais, mas durante eles.

 

Sei que essa HQ fez muito sucesso, mas não consegui gostar dela. A ilustração é excepcional, principalmente as cenas de sexo, mas quadrinhos são, antes de tudo, roteiro. “Morango e Chocolate” ou qualquer HQ do Zéfiro me agradam mais. Mas, enfim...



Categoria: Publicação
Escrito por Brasil Bonilla às 10h57
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A primeira Mulher-Maravilha de carne e osso

Em 1966, o seriado “Batman”, com Adam West, fez um estrondoso sucesso misturando humor e super-heróis. Os uniformes coloridos, as onomatopéias, os bordões de Robin (Burt Ward) foram transformados em divertidos episódios de aventura e humor.

Se deu certo com o Batman, por que não com a Mulher-Maravilha? O produtor William Dozier pensou em um seriado com a heroína amazona. Chegou a produzir um curto episódio piloto: “Wonder Woman: Who’s Afraid of Diana Prince?” (quem tem medo de Diana Prince?), dirigido por Leslie H. Martinson.

O episódio, com pouco menos de cinco minutos de duração, tem apenas duas personagens: Diana Prince, a Mulher-Maravilha, vivida por Ellie Wood Walker, e sua mãe – que não é amazona, muito menos a Rainha Hipólita.

Na história, a mãe de Diana Prince fica impedindo a filha de sair de casa para salvar o mundo porque quer que ela jante antes: “coma primeiro, salve o mundo depois”. Além disso, reclama da dor de ser mãe de Diana – não por ela ser uma heroína e correr risco de morte diariamente, mas por estar solteira aos 27 anos. “As vizinhas já estão comentando”, diz.

É, de fato, uma outra visão da Mulher-Maravilha. De amazona altruísta, transforma-se em uma solteira de 27 anos que mora com a mãe e que, quando veste o uniforme, em vez de sair para salvar o mundo, perde alguns minutos admirando-se no espelho, dando beijinhos e tchauzinhos para si mesma.

Esta adaptação nunca foi ao ar... Para alívio dos fãs.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 09h58
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Homem-Hora em ação; conhece o Homem-Hora?

Todo domingo eu tento postar um fanfic diferente aqui – pode ser um filme, um texto, qualquer coisa.

Acho fanfics interessantes por princípio: cada fã tem sua visãod e um personagem. Visões, interpretações diferentes... Às vezes, personagens tidos de segunda ou terceira divisão têm legiões de fãs, por motivos que só eles, os fãs, sabem.

Nesta semana, achei um fan-film de um personagem pouco famoso: o Homem-Hora, criado em 1940 por Ken Fitch e Bernard Baiy. Você já ouviu falar dele? Rex Tyler, o original, tomava uma pílula, Miraclo, e ficava superforte e superveloz por apenas uma hora. Para todos os efeitos, um drogado.

Rick Taylor, seu filho e atual Homem-Hora, também toma a Miraclo. Mas, além disso, tem um poder: às vezes, enxerga uma hora no futuro. Mas só uma hora.

Pode não ser um personagem muito carismático ou original, mas inspira histórias divertidas (não ótimas, mas OK como passatempo), como esta:



Categoria: Fanfic
Escrito por Brasil Bonilla às 00h23
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Como transformar sua vida em uma história em quadrinhos

Até onde eu sei, há duas maneiras de transformar sua vida em uma HQ. A primeira é a tradicional: definir os personagens; decidir os fatos a serem narrados; escrever o roteiro; desenhar; arte-finalizar; colorir; e letreirizar.

Dá trabalho, mas pode ser muito divertido, ou mesmo catártico, para o autor. Sem falar que pode resultar em obras primas: "No Coração da Tempestade" (Will Eisner); "Maus" (Art Spiegelman); "Persépolis" (Marjane Satrapi) etc.

E há um segundo modo: (http://plasq.com/comiclife-win). Trata-se de um programa em que você manipula suas fotos (devidamente scaneadas, claro), e ele monta uma ou mais páginas.

Será que funciona? Não sei, ainda não consegui testar. Mas me parece interessante... Fica a sugestão, para quem quiser se aventurar (e, claro, comentar aqui dizendo como foi ou postar a própria história).



Escrito por Brasil Bonilla às 11h25
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Propagandas para perfume fictício de Watchmen

"Watchmen", a HQ, usou vários recursos para dar um ar de "realidade" à história. Em seus 12 números, havia entrevistas da "Playboy" com protagonistas; capítulos inteiros de um livro fictício publicado apenas dentro do livro; etc.

Zack Snyder, o diretor que está levando "Watchmen" ao cinema, está querendo conferir o mesmo ar ao filme. Por isso, fez um concurso para que fãs desenvolvam um comercial para o perfume Nostalgia, da empresa Veidt, que pertence ao ex-herói Ozymandias. Segundo o blog do jornal CineSemana, "os 20 melhores receberão mil dólares e uma câmera Cânon cada, além de ganhar a chance de ter seu vídeo incluído no filme". Separei dois que achei no YouTube e os posto aqui.



Não sei se um deles será usado no filme, mas é uma divertida iniciativa, acima de tudo.



Escrito por Brasil Bonilla às 11h04
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Revista de humor MAD ganha blog oficial

Não é Alfred E. Newman, o simpático clone de George W. Bush, quem escreve, mas é divertido mesmo assim: estreou esta semana o Blog Mad - Outra Porcaria Criada Pelo Pessoal da Mad (http://web.hotsitepanini.com.br/mad/blog/).

Alfred E. NewmanQuem já conhece a revista, sabe o que esperar. Para qem não conhece, separo três trechos destes primeiros posts:

"Eca! Prepare seu saco de vômito! Agora, a MAD também invadiu os blogs! Pretendemos atualizar diariamente (isso se não der aquela preguiça) com as notícias mais escabrosas, os vídeos totalmente escrotos do YouTube e um monte de sobras da revista mais idiota do mundo!"

"Pra inaugurar essa clássica seção da revista em nosso blog, a gente escolheu um dos vídeos mais toscos da história da internet! Depois não adianta reclamar se você vomitar no teclado! Afinal de contas, quem visita este blog já sabe que tipo de porcaria vai encontrar!"

"Se existe uma coisa realmente perigosa nessa vida é a vingança de uma mulher."

Fonte: HQ Maniacs



Escrito por Brasil Bonilla às 23h10
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Quadrinhos sobre o terremoto na China

Só preto, branco e vermelho - às vezes, sem o vermelho. Poucos traços. Desenhos concisos. E muita história para contar: o apocalíptico terremoto que assolou parte da China em 12 de maio.

O quadrinista Coco Wang tem postado interessantes  histórias em Coco Wang - China 5.12 Earthquake Strips (earthquakestrips.blogspot.com). A página abaixo é a última da história em três páginas sobre como os pandas do zoológico foram salvos pelos tratadores - apenas dois pandas desapareceram.

Repare no quadrinho vazado (desenho em branco com fundo preto): é o que ele retrata os pandas que fugiram. Sutil, eficiente... bonito.

Vi a dica para este webcomics no "Ilustrada na Rede" desta semana.



Escrito por Brasil Bonilla às 01h34
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As melhores histórias do Superman: extra

Ontem, postei a lista das dez melhores histórias do Superman, na minha opinião. Meu amigo Hilton protestou: faltava “Superman - Paz na Terra”, álbum de luxo lançado quando dos 60 anos do personagem, escrito por Paul Dini e pintado por Alex Ross.

 

Ele tem razão: é uma ótima história. Aliás, uma ótima série: nos anos seguintes, saíram “Batman – Guerra ao Crime” (1999), “Shazam! – O Poder da Esperança” (2000), “Mulher-Maravilha – O Espírito da Verdade” (2001), “LJA – Origens Secretas” (2002) e “LJA – Liberdade e Justiça” (2003). Chegou a ser anunciada uma edição desta série estrelada pelos Supergêmeos (“Supergêmeos – Forma de Água”), mas era uma brincadeira de 1º de abril de Alex Ross e da revista “Wizard”.

 

Superman por Alex Ross

 

Estou fazendo, então, um adendo “extra”: mais cinco histórias do Superman boas, muito boas, que não poderiam ficar de fora:

 

11 - “A Supermoça de Krypton!” (1959)

Roteiro: Otto Binder

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes: Zor-El

Heróis coadjuvantes: Supermoça

Vilões: –

A divertida –e ingênua – origem da Supermoça: a prima do Superman cujo foguete chega à Terra quando ela já está adulta. Em vez dos óculos, a loira heroína se esconde sob uma peruca castanha.

 

12 - “Super-Homem versus Mulher-Maravilha” (1978)

Roteiro: Gerry Conway

Arte: Jose Luis Garcia-Lopez e Dan Adkins

Coadjuvantes: Lois Lane, almirante Nimitz, Steve Trevor, Albert Einstein (!), agente Michaelson, Perry White e Franklin Roosevelt

Heróis coadjuvantes: Mulher-Maravilha

Vilões: Barão Blitzkrieg e Sumô, o Samurai

Combate épico entre Superman e Mulher-Maravilha – na Lua, para não ferir inocentes. A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial. É, até certo ponto, politicamente incorreta: afinal, o que leva os dois maiores heróis da DC a saírem no tapa são pontos de vista diferentes. Desiste-se do diálogo, passa-se ao muque.

 

13 - “Superman 2 – A Aventura Continua” (1980)

Direção: Richard Lester

Roteiro: Mario Puzo

Coadjuvantes: Jor-El, Jonathan Kent, Lara, Martha Kent, Lois Lane, Perry White e Jimmy Olsen

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor, General Zod, Non e Ursa

Tão bom quanto o primeiro – e com um vilão mais assombroso: Geneeral Zod. Outra frase clássica, assim como o “Você vai acreditar que o homem pode voar” do filme anterior: “Ajoelhe-se perante Zod!” (dita ao presidente dos Estados Unidos).

 

14 - “Paz na Terra” (1998)

Roteiro: Paul Dini

Arte: Alex Ross

Coadjuvantes: Martha Kent e Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

Um homem sozinho pode acabar com a fome mundial? E se ele tiver superpoderes? E se ele não for um homem, mas um super-homem? Uma história diferente, coma brilhante arte de Alex Ross.


15 - “Smalville - Rosetta” (2003)

Roteiro: Alfred Gough e Miles Millar

Coadjuvantes: Lana Lang, Pete Ross, Chloe Sullivan, dr. Virgil Swann, Jonathan Kent e Martha Kent

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor

Qualquer episódio do ótimo seriado “Smallville” serviria, mas este conta com a participação especial de Christopher Reeve, o Superman do cinema.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 11h27
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As dez melhores histórias do Superman – minha seleção (parte 1)

Ontem, postei a lista das dez melhores histórias do Superman – na seleção da editora Panini, que lançou “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”. Hoje, é a minha vez, explicando por que escolhi cada história.

 

Como os editores da Panini, tive o trabalho de selecionar histórias de diferentes fases do personagem (a explicação da divisão que fiz das fases está na post de ontem; a Panini, ou qualquer outro fã de quadrinhos, deve ter sua própria divisão das “eras” dos comics, suponho). Também procurei não repetir uma história que já havia sido escolhida por eles.

 

Era de Ouro

1938-54

1 - “Superman, Campeão dos Oprimidos!” (1938)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: Lois Lane

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: vários pequenos vilões

Primeira história do personagem. Ele trabalhava no “Estrela Diária”, não no “Planeta Diário”, mas Lois Lane já estava lá. A história é um amontoado de pequenas aventurazinhas, todas simples, mas nela estão as sementes da mitologia do Superman: uniforme, identidade secreta e Lois Lane, além dos superpoderes, que não eram tão super assim: ele não voava, por exemplo.

 

2 - “Superman Contra a Liga Protetora dos Táxis” (1939)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Ultra-Humanóide

Começa a surgir o conceito de um supervilão – antes mesmo de Lex Luthor. Assim como Luthor, o Ultra-Humanóide, a princípio, não tem poderes, mas se vale de sua enorme inteligência.

 

Idade Média

1954-56

Nenhuma história. De novo.

 

Era de Prata

1956-1969

Superman e a Legião dos Super-Heróis por Al Plastino3 - “A Legião de Super-Heróis” (1958)

Roteiro: Otto Binder

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes: Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis

Vilões: –

Em uma história simples e curta, são criados dois conceitos que até hoje são basilares do Universo DC: a Legião dos Super-Heróis e o século 30 tal como ele até hoje é retratado.

 

4 - “Lex Luthor, o Herói” (1961)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Jimmy Olsen, Lana Lang, Lois Lane, Perry White e Lori Lemaris

Heróis coadjuvantes: Supergirl, Krypto, Legião dos Super-Heróis, Liga da Justiça e Robin

Vilões: Lex Luthor, Bizarro, Duke Garner e Al Mants

Assim como “Os Últimos Dias do Superman”, da seleção da Panini, mostra o Superman morrendo, e como seus amigos mais próximos reagem a esta morte. Naquela história, entretanto, ele se safa. Nesta, ele morre, e o legado dele continua.

É tida como uma “história imaginária”, ou seja, uma história possível, mas que não faz parte da cronologia oficial do personagem.

 

5 - “Os Filhos de Batman e Super-Homem” (1965)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e Sheldon Moldoff

Coadjuvantes: Lois Lane

Heróis coadjuvantes: Batman, Batwoman e Superman Jr.

Vilões: Napoleão do Crime

Senti falta, na seleção da Panini, de uma história da dupla Superman e Batman. É uma parceria tão clássica no universo dos super-heróis que tem direito a um nome: Melhores do Mundo (World’s Finest), no original. Hoje, a parceria deles está em outra revista, “Superman Batman”.

Esta história que separei, em particular, apresenta um “futuro alternativo” que seria retomado em algumas outras ocasiões: um que Clark Kent se casa com Lois Lane e Bruce Wayne, com Kathy Kane. Os filhos dos dois casais, Clark Kent Jr. (Superman Jr.) e Bruce Wayne Jr. (Batman Jr.), se tornam adolescentes amigos, mas com problemas típicos de adolescentes.

 

A lista continua no post abaixo.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 11h54
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As dez melhores histórias do Superman – minha seleção (parte 2)

Continuação do post acima: em vez das dez HQs listadas pela editora Panini para a “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”, as dez que, na minha opinião, são as melhores histórias do Superman.

 

Era de Bronze

1970-86

Superman e Flash por Jose Luis Garcia-Lopez6 - “Corrida Até o Fim do Tempo!” (1978)

Roteiro: Martin Pasko

Arte: Jose Luis Garcia-Lopez e Dan Adkins

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: Flash (Barry Allen) e Legião dos Super-Heróis

Vilões: Aylem, Islayn e Professor Zoom

Não é a primeira das corridas entre o Flash e o Superman, mas é das mais épicas: os dois têm que correr através do tempo e chegar até o fim da história do universo para impedir que um vilão sabote o nascimento do universo – como o tempo é “cíclico”, o universo nasce no mesmo instante em que termina.

Esta é a quarta corrida entre os dois. A primeira foi “Superman’s Race with the Flash” (de 1967), escrita por Jim Shooter, seguida por “The Race to the End of the Universe” (também de 1967), roteirizada por E. Nelson Bridwell. A terceira é de 1970 e foi escrita por Denny O’Neill: “Race to Save the Universe”.

No seriado “Smalville”, o episódio “Run” (de 2004), em que aparece Bart Allen (um dos Flashes dos quadrinhos), termina com ambos disputando uma corrida.

 

7 - “Superman: O Filme” (1978)

Direação: Richard Donner

Roteiro: Mario Puzo

Coadjuvantes: Jor-El, Jonathan Kent, Lara, Martha Kent, Lois Lane, Perry White, Jimmy Olsen e Lana Lang

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor, General Zod, Non e Ursa

Se eu fosse de uma editora, estaria preocupado em selecionar as dez melhores histórias do Superman em quadrinhos. Como não sou, posso escolher um filme – afinal, também é uma história do personagem.

Uma frase do pôster de divulgação é até hoje associada ao personagem: “Você vai acreditar que o homem pode voar”.

 

Superman, Batman, Robin, Mulher-Maravilha e Mongul por Dave Gibbons8 - “Para o Homem que Tem Tudo” (1985)

Roteiro: Alan Moore

Arte: Dave Gibbons

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: Mulher-Maravilha, Batman e Robin (Jason Todd)

Vilões: Mongul

Uma história e tanto. No aniversário de Superman (29 de fevereiro), ele recebe a visita de um vilão (Mongul), que lhe dá um “presente”: uma planta que faz com que seu maior desejo se realize – dentro apenas de sua mente, claro, pois seu corpo fica paralisado para sempre.

E o maior desejo do Superman é que Krypton não tivesse explodido. O sonho/pesadelo que ele vive nesta história é impressionante. Nesta alucinação, ele tem até dois filhos: Van-El e Orna.

Também tem uma frase marcante, dita, em sua alucinação, por Kal-El a seu filho van-El: “Van... Olhe... Sei que não vai fazer sentido, mas...Você é meu filho! Eu estava presente no seu nascimento, mas... eu não acho que você seja de verdade!”.

 

Desconstrução

1986-92

 

9 - “Superman x Legião dos Super-Heróis” (1987)

Roteiro: John Byrne e Paul Levitz

Desenhos: John Byrne e Greg LaRocque

Arte-final: Karl Kesel, Keith Williams e Mike DeCarlo

Coadjuvantes: Lana Lang, Jonathan Kent, Martha Kent, Pete Ross e chefe de polícia Parker

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis

Vilões: Senhor do Tempo e Legião dos Super-Vilões

Quando John Byrne reestruturou o Superman, chegou a um paradoxo. Ele instituiu que Kal-El era o último kryptoniano e que ele só se tornou Superman adulto. Isso invalidaria a Supermoça e a Legião dos Super-Heróis, personagens que não poderiam ser deixados de lado.

Nesta história em três partes, ele começa a esclarecer quem, afinal, foi o Superboy e qual o papel do Superman na criação da Legião dos Super-Heróis.

 

10 - “Vidas Paralelas se Encontram no Infinito” (1988)

Roteiro: John Byrne e Jerry Ordway

Desenhos: John Byrne e Jerry Ordway

Arte-final: John Byrne, John Beatty e Dennis Janke

Coadjuvantes: Lana Lang, Jonathan Kent, Martha Kent e Pete Ross

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis, Supermoça, Liga da Justiça, Jade e Robin

Vilões: General Zod, Quex-Ul, Zaora, Lex Luthor e Senhor do Tempo

Outro esclarecimento a ser feito por John Byrne em sua releitura do Superman: afinal, quem é a Supermoça? Ótima história, com final dramático.

 

Período Contemporâneo

1992-...

Nenhuma. Será que sou muito chato ou as histórias contemporâneas não são mais tão interessantes?



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 11h52
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Uma das melhores HQs de super-heróis do ano é lançada

Superman por Alex RossFoi lançada, neste mês, uma das melhores HQs de super-heróis do ano “As Maiores Histórias do Superman”. Trata-se do primeiro de uma série de seis volumes da Coleção DC 70 Anos, que a Panini está lançando para celebrar as sete décadas da editora no Brasil.

 

Selecionar as dez melhores histórias de um personagem, qualquer um, sempre será subjetivo. Por isso o texto de abertura desta edição é tão bacana: fala justamente desta dificuldade em selecionar, e o que eles fizeram para ajudar o processo de escolha. Dividiram a história do Superman em fases e tentaram pegar exemplos bacanas de cada fase.

 

Eles não deram nomes a estas fases, mas dá para entender bem de qual período elas foram selecionadas. Hoje vou fazer um pequeno comentário de cada história e mostrar de que fase foram extraídas. A divisão das fases, entretanto, é minha, baseada em livros que li sobre a história dos comics (quadrinhos norte-americanos). Mas esta divisão em fases, assim como a seleção das dez melhores histórias de cada personagem, é subjetiva.

 

Por falar em subjetividade, amanhã publico minha lista com as dez melhores histórias do Superman.



Categoria: Publicação
Escrito por Brasil Bonilla às 08h26
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As dez melhores histórias do Superman – seleção da Panini (parte 1)

Como disse no post acima, esta divisão das fases do Superman foi feita por mim, baseada nos livros que li sobre quadrinhos norte-americanos. Sinta-se livre para discordar, não sou o senhor da razão. Infelizmente ;-)

 

As dez histórias listadas abaixo foram selecionadas pela editora Panini para “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”.

 

Era de Ouro

1938-54

Da criação do Superman, quando é inaugurado o gênero de super-heróis, até 1954, quando foi publicado o livro “A Sedução dos Inocentes”, de Fredric Wertham. É neste período que surgem Superman, Batman, Mulher-Maravilha,Capitão América, Namor, Sociedade da Justiça e Capitão Marvel.

Superman por Joe Shuster1 - “A Origem de Superman e de Seus Superpoderes” (1939)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: Jonathan Kent e Mary Kent (que seria rebatizada Martha anos depois)

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

Apenas três páginas de história: o suficiente para apresentar o personagem, com muita originalidade e inocência.

 

2 - “E se o Superman Decidisse Acabar com a Guerra?” (1940)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Adolf Hitler e Josef Stalin

Só duas páginas de história: 100%  ingenuidade e inocência. Ainda não existiam os super-vilões.

 

3 - “Três Super-Homens de Krypton” (1950)

Roteiro: William Woolfolk

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes:Lois Lane, Jor-El e Perry White

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: U-Ban, Kizo e Mala

História bem original: três kryptonianos vêem a Terra. São tão poderosos quanto o Superman, mas egoístas. Enredo muito parecido com o do filme “Superman 2”.

 

Idade Média

1954-56

Pior período da indústria norte-americana de quadrinhos, acuada pelo livro “A Sedução dos Inocentes”, pelo macarthismo e pelo Código de Ética (censura). O período parece ser de apenas três anos, segundo essa divisão, mas o estrago foi bem grande. Os "comics" entraram em declínio por volta de 1946 e a retomada mesmo só aconteceria em 1961.

Nenhuma história. Compreensível.

 

Era de Prata

1956-1969

Na DC, surgem as novas versões de Flash, Lanterna Verde, Hawman e outros. Na Marvel, surgem Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, X-Men etc.

Superman por Curt Swan4 - “Os Últimos Dias do Superman” (1962)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Jimmy Olsen, Jor-El, Tharb-El, Lana Lang, Lois Lane, Perry White, Lori Lemaris

Heróis coadjuvantes: Supergirl, Krypto, Legião dos Super-Heróis, Batman e Robin

Vilões: kryptonita

História em tom épico, com direito a participação de muitos coadjuvantes, heróis ou não, das histórias do Superman.

 

5 - “O Confronto Entre Luthor e Superman” (1963)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Lois Lane e Jimmy Olsen

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor

História bem bacana: Lex Luthor é retratado como um vilão egoísta e invejoso, mas, acima de tudo, humano.

 

Essa lista, com meus comentários, continua aqui.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 08h26
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As dez melhores histórias do Superman – seleção da Panini (parte 2)

Continuação do post acima: as dez histórias listadas pela editora Panini para a “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”.

 

Era de Bronze

1970-86

Usando os termos que Roberto Guedes descreve o período em seu livro “A Era de Bronze dos Super-Heróis”: foi quando a primeira geração de fãs chegou ao campo profissional; nascimento do mercado direto de revistas; e surgimento de “graphic novels”, minissérie e maxi-séries.

Superman por Jim Steranko

 

6 - “Precisa Haver um Superman” (1972)
Roteiro: Elliot S! Maggin
Arte: Curt Swan e Murphy Anderson
Coadjuvantes: Manuel e Juan
Heróis coadjuvantes: Guardiães do Universo e Lanterna Verde (Katma Tui)
Vilões: –
Acho a menos interessante desta coletânea... Mostra o Superman refletindo sobre seu papel na Terra, mas, na minha opinião, nada marcante...

7 - “O Exílio à Beira da Eternidade” (1984)

Roteiro e arte: Jim Steranko

Coadjuvantes: A’Dam’Mkent

Heróis coadjuvantes: Irmandade dos Supermen

Vilões: –

Uma proposta bacana: uma história do Superman em que ele aparece apenas na primeira página. Depois, a importância do legado do Superman para o universo, conforme os séculos (e milênios) vão passando.

 

Desconstrução

1986-92

“Watchmen” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” desconstroem o gênero. “Crise nas Infinitas Terras”, na DC, e “Guerras Secretas”, na Marvel, são usados como estopins para reestruturação dos personagens.

 

A explosão de Krypton por John Byrne8 - “A Origem do Homem de Aço” (1986)

Roteiro e arte: John Byrne

Arte-final: Dick Giordano

Coadjuvantes: Kelex, Jor-El, Lara, Jonathan Kent, Martha Kent, Lana Lang e Lois Lane

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

John Byrne reintrepreta a origem do Superman: quem ele é, por que decidiu ser herói, como se formou... Simples e bem feito.

 

9 - “Retorno a Krypton” (1988)

Roteiro: John Byrne

Arte: Mike Mignola e Karl Kesel

Coadjuvantes: Jor-El, Kelex, Lara, Jonathan Kent, Martha Kent,

Heróis coadjuvantes:Gavião Negro e Mulher-Gavião

Vilões: kryptonita

Outra premissa interessante: o que aconteceria se Superman retornasse a Krypton? Essa idéia é retomada no início do filme do Superman lançado no ano passado, “Superman Returns”.

 

Período Contemporâneo

1992-...

Superman e Elite por Douh MahnkeSete artistas saem das duas grandes editoras e fundam a editora Image, cujas histórias, mais voltadas para a arte e despreocupadas com os roteiros, provocam nova guinada nas histórias.

Paradoxalmente, dentro da Image surgiu um dos títulos que mais trabalhou (e trabalha) em prol do gênero de super-heróis: “Astro City”, uma HQ que prima pelo roteiro e vai na contramão do resto da “Geração Image”. Também são como “Astro City”: as minis “O Reino do Amanhã” (DC) e “Marvels” (Marvel), assim como as revistas de Alan Moore para o selo ABC, como “Promethea” e “Tom Strong”.

 

10 - “Olho por Olho?” (1988)

Roteiro: Joe Kelly

Arte: Doug Manke, Lee Bermejo e outros

Coadjuvantes: Lois Lane, Perry White, Jimmy Olsen, Jack Ryder, Lex Luthor, Amanda Waller, Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: Aço

Vilões: Elite

Superman enfrenta quatro super-heróis tão poderosos quanto ele, mas com um senso de moral mais distorcido: matam quando bem entende. Interessante discussão ética.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 08h25
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Alan Moore, Neil Gaiman e a questão Miracleman

Neil Gaiman escreveu "Sandman", e quase todos fãs de quadrinhos de qualidade, bem como pessoas que não gostam de HQs, já lerem a série ou ouviram falar dela. É "cult".

 

MiraclemanMas há uma outra série que envolve Neil Gaiman e que é muito menos conhecida: "Miracleman". Aliás, envolve também Alan Moore, outro roteirista do calibre de Gaiman nos quadrinhos contemporâneos (haverá mais algum desse nível?).

 

Essa história começa em 1954, quando a editora norte-americana DC Comics processou a Fawcett, proprietária do Capitão Marvel. Motivo: o Capitão Marvel seria um plágio do Superman.

 

A DC venceu, e a editora britânica que publicava as histórias do Capitão Marvel ficou sem histórias para suas revistas, que vendiam muito bem, obrigado. Coube a Mick Anglo criar o Marvelman, plágio descarado do Capitão Marvel. Em vez de "shazam", ele bradava "kimota" ("atomic", ao contrário). E, no lugar da Mary Marvel e Capitão Marvel Jr., estavam Young Marvelman e Kid Marvelman.

 

OK. Coisas da indústria da cultura. O personagem estaria até hoje no ostracismo, mas...

 

Mas, em 1982, o desconhecido (na época) Alan Moore assumiu Marvelman e começou uma das mais inovadoras HQs de super-heróis, com uma narrativa mais profunda e sombria.

Devido a um processo movido pela editora norte-americana Marvel, Marvelman tornou-se Miracleman.

 

OK. Coisas da indústria da cultura. Mas o personagem foi criado sete anos antes de a editora Timely mudar seu nome para Marvel...

 

Cena do primeiro Miracleman escrito por Alan mooreAlan Moore escreveu 16 números dessa série, sendo que o último deles saiu em dezembro de 1989.

 

Quem assumiria a responsabilidade por assumir a revista depois da passagem daquele jovem e promissor gênio? Outro jovem e promissor roteirista, mas à época nada mais que isso: Neil Gaiman.

 

“Miracleman” nº 17, o primeiro escrito por Gaiman, saiu em junho de 1990. Gaiman havia previsto três sagas com seis capítulos: “A Era de Ouro”, “A Era de Prata”e “A Idade das Trevas”.

 

Eis que, entretanto, a editora Eclipse faliu, e o último capítulo publicado foi o segundo da “A Era de Prata” (lançado em “Miracleman” nº 24, de  junho de 1993). Os dez

capítulos finais não foram publicados.

 

OK. Coisas da indústria da cultura.

 

Na verdade, nada OK: a história continua. A editora Eclipse foi comprada pelo quadrinista canadense Todd McFarlane, que ficou com 70% dos direitos do personagem Miracleman.

 

McFarlane e Gaiman passaram a disputar na Justiça, a partir de 1997, o direito da publicação de Miracleman.

Gaiman criou, em 2002, a Marvels and Miracles LLC, um fundo cujo objetivo é conseguir, em definitivo, os direitos sobre a publicação do personagem.

 

Essa pose lembra alguém? Dica: imagine um S no lugar dos MM
Essa pose lembra alguém? Dica: troque os MM por um S

 

O personagem não pode mais ser publicado. Em 2008, 15 anos após a interrupção da revista “Miracleman”, o destino do personagem permanece indefinido. E, enquanto o processo corre, os fãs, aguardamos.

 

No Brasil, as quatro primeiras histórias do Miracleman de Alan Moore foram publicadas de 1989 a 1990 pela editora Tannos. As revistas parecem fanzines... Cada um dos quatro tamanhos tem um tamanho diferente... Foi editado por um fã, talvez até de modo pirata (será que ele tinha direito?) e é difícil ser encontrada, mesmo em sebos.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 12h17
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Novo Hulk estréia hoje no Brasil com objetivo difícil, difícil

Em entrevista à Folha, o diretor Louis Leterrier, de "O Incrível Hulk" que estréia hoje, disse que pretende agradar tanto quem gostou (minoria) do "Hulk", de Ang Lee, quanto quem  detestou (maioria). Difícil, difícil.

Da entrevista: "É engraçada a reação ao filme de Ang Lee. Os fãs mais radicais odiaram de verdade, mas alguns gostaram por seu valor cinematográfico. Esse foi o desafio, fazer algo suficientemente diferente para agradar aos fãs, mas não irritar quem gostou do filme de Ang. Tentei fazer um complemento à obra dele", afirma o diretor.

Enfim, sem idéias pré-concebidas... Antes de opinar, vou ver o filme. Mas confesso que a única coisa que me empolga nele é saber que, em pelo menos uma cena, haverá um gancho que o coloca como continuação do "Homem de Ferro" e segundo na lista de seis filmes que a Marvel planeja em sua cinessérie dos Vingadores.




Escrito por Brasil Bonilla às 19h15
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Você conhece bem o Pato Donald?

Na segunda-feira desta semana, Pato Donald completou 74 anos: ele surgiu em 9 de junho de 1934 no desenho animado "The Wise Little Hen (Silly Symphonies)". UOL Educação fez um curto, mas divertido teste sobre o personagem. São apenas seis perguntas, mas é difícil acertar todas - eu errei uma.

Nove de junho é a data de criação do pato com uniforme de marinheiro. Não diz no quiz, mas, dentro das histórias Disney, foi estipulado que o aniversário dele, na verdade, é 13 de março - azarado como ele só, Donald nasceu em uma sexta-feira 13, é claro.

Clique aqui e responda...

E vale a pena ver o "The Wise Little Hen (Silly Symphonies)":



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 08h16
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As muitas intenções do diretor do filme do Hulk

"O Incrível Hulk" estréia nesta semana. O diretor Louis Leterrier falou ao UOL Cinema sobre como queria o filme. Diz a nota:

Pôster do filme"Mas não queria fazer um filme só como a versão para a televisão do personagem, nem só como o herói se apresenta nos quadrinhos." Assim, o roteiro inicial foi dividido em dois: um em que o Gigante Esmeralda não aparecia, focando a trama na 'doença' de Banner, sua busca pelo antídoto e em todos os problemas envolvidos na situação, e outro mostrando as tentativas frustradas de cura e os ataques de raiva."

Ang Lee também queria muita coisa no filme anterior. Ele havia dito "não sei contar uma história de super-heróis, mas sei contar uma história mitológica". Deu no que deu: um filme estranho demais.

Leterrier também, aparentemente, tem mutias intenções. Quer fazer um filme tanto para os fãs do seriado quanto para os da HQ. Dizem que o segredo do sucesso não existe, mas o do fracasso é querer agradar a todos. Estou cético.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 09h34
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Uderzo e quadrinhos comerciais x quadrinhos autorais

Vi uma reflexão interessante sobre quadrinhos nesta manhã no blog Ilustrada no Pop, que entrevistou Uderzo, criador do Asterix. Destaco o trecho em que o francês é questionado sobre quadrinhos comerciais x quadrinhos autorais. É uma reflexão bem interessante para os que torcem o nariz contra quadrinhos mais populares, como mangás e super-heróis.

Legendas desnecessárias"Ilus: O sr. crê em uma separação entre as HQs comerciais e as de autor?

Acho que não entendi sua pergunta! Não existe HQ sem autor... Não se pode qualificar uma HQ de comercial sob o simples pretexto de que ela foi bem sucedida com os leitores! Existem estilos diferentes, ligados a cada desenhista, e há gêneros diferentes, como a bande dessinée franco-belga, os comics e os mangás… Gosto mais de alguns estilos do que de outros, mas isso é escolha pessoal e não gosto de compartimentar assim [comerciais x de autor] os diferentes gêneros de HQ. Deploro este tipo de classificação, a HQ deve, acima de tudo, divertir os leitores e se o faz, duvido que um autor vá reclamar! A única coisa que eu acho condenável é a falta de respeito  que alguns editores têm, se preocupando menos com os autores do que com o sucesso dos personagens que eles criaram, pela simples ambição do resultado [financeiro]. É aí que a HQ se torna comercial e eu recrimino esta prática. Já vi personagens míticos serem tomados por desenhistas que não tinham o mesmo talento do criador… isso pode ser perigoso para o personagem."

A entrevista na íntegra: "Uderzo, 81".



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 09h59
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Malvados é feio, forte e animal

Quando eu mais novo, havia uma revista brasileira de quadrinhos voltada para obras irreverentes, adultas e diferentes. Chamava-se “Animal” e seu slogan era “feio, forte e formal”. “Malvados” lembra, na irreverência e até na crueldade de algumas cenas, o espírito da “Animal”.

Se “Animal” era uma coletânea de vários autores, “Malvados” pertence apenas a André Dahmer. Trata-se de uma série de tiras que surgiram em 2001 na Internet (o site ainda existe e é atualizado: http://www.malvados.com.br/) e que foram reunidas em um livro recém-lançado (“Malvados”, editora Desiderata). Por que esse nome? Porque a vida, o ser humano, a sociedade e talvez até você, internauta, são maus.

“Malvados” é um livro de humor, mas não do tipo fácil. As situações mostradas são inspiradas na realidade, mas no lado mais triste possível: depressão, corrupção, vícios, violência, incapacidade de distinguir o bem do mal. É uma realidade tão deprimente que não resta a Dahmer fazer outra coisa além de rir.

E é isso que ele faz. A tira é centrada em dois personagens estranhos, que lembram girassóis, mas que agem, falam e vivem como humanos. Eles não têm nome ou profissão, apenas aparecem falando um com o outro. E se um deles está com um grande problema (o que é freqüente) o outro, com uma única frase, ajuda... Ajuda a aumentar o problema.

Em uma das tiras, um deles diz: “E se eu pular pela janela com uma corda no pescoço, enquanto atiro em meus miolos?”. O outro responde: “Ótima idéia, mas cuidado para não sobreviver. Já temos inúteis demais nesse país...”.

Assim é a tira “Malvados”: crua, absurda e politicamente incorreta.  Por extensão, o livro inteiro é assim, onde também aparecem outras séries de Dahmer. Alguns personagens, como Mestre Barbará das Boas Notícias, ficaram de fora – foram publicados em “O Livro Negro de André Dahmer”, de 2007.

Quem volta a aparecer neste livro é o distante (e fictício) país do Ziniguistão. Se as tiras com seu líder, o tirano Emir Saad, saíram no livro anterior, neste é a vez de lugares como Liebitz, a província mais individualista de todas (“solidariedade não vai botar três carros na minha garagem”); Los Locos, a aldeia mais viciada do Ziniguistão, habitada por místicos, hippies e pacifistas; e o Lago Crumb, onde desfilam mulheres avantajadas como as desenhadas pelo quadrinista norte-americano Robert Crumb.

Religiões, profissões, terapias, remédios, dinheiro: qualquer busca para a felicidade, no mundo real, pode não levar ao objetivo desejado. Sob o humor crítico e sem limites de Dahmer, entretanto, até o fracasso na busca pela satisfação ou por uma vida melhor pode se tornar uma piada. Aliás, principalmente o fracasso.

ps - as tiras deste post não estão no livro; foram retiradas do http://www.malvados.com.br/



Categoria: Publicação
Escrito por Brasil Bonilla às 18h35
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Argentino Liniers será publicado no Brasil

Descobri hoje no Universo HQ que o argentino Liniers finalmente terá sua série de tiras publicada no Brasil.

Diz a nota: "O primeiro volume de Macanudo sairá, até o final do ano, pela Zarabatana. Segundo Claudio Martini, publisher da editora paulista, o contrato foi assinado ontem.

Macanudo é uma das tiras de maior sucesso na Argentina, atualmente. Publicada desde 2002 no jornal La Nacion (por indicação da cartunista Maitena), a série firmou a carreira de Liniers, descendente do vice-rei de Buenos Aires, Santiago de Liniers. De 1999 a 2002, ele publicou a tira Bonjour no suplemento No!, do jornal Pagina/12, além de ter contribuído com diversos fanzines".

Conheci Macanudo não em um sebo ou em uma livraria, mas no blog do meu amigor Marmota (http://www.interney.net/blogs/marmota/), em um post em que ele conta como conheceu a obra do autor argentino. É ótimo, vale a leitura.

Destaco um trecho: "É um quadrinho que consegue mesclar traços simples com idéias profundas e sensíveis. Depois dessa, recebi mais umas 20 tirinhas dos inseparáveis Enriqueta e Fellini. Uma mais tocante que a outra.

Não demorou para que eu descobrisse a origem desses desenhos apaixonantes: Ricardo Liniers Siri, que apesar da formação em publicidade, aprendeu mesmo com Hergé, Quino, e Charles Schulz, entre outros. Enriqueta e Fellini é apenas um núcleo dos múltiplos personagens de seu mundo, chamado "Macanudo". Em Buenos Aires, é a gíria usada quando se quer transmitir um sentimento de aprovação ou admiração.

Nesse universo vivem duendes, ovelhas e pinguins. Tem um robô sensível, um misterioso homem de preto, belos casais de namorados ou simplesmente gente que anda por aí. O próprio autor é personagem, em histórias autobiográficas - Liniers assume a forma de um coelho. Todos eles desfilam diariamente, desde 2002, na última página do jornal La Nación - aliás, foi outra cartunista portenha, Maitena, que o apresentou ao periódico. Ela também assina o prefácio do primeiro volume da coletânea, reunindo tirinhas publicadas desde sua estréia até novembro de 2003."



Categoria: Autor
Escrito por Brasil Bonilla às 22h54
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Uma nova embaixadora do turismo brasileiro: a Mônica

A Mônica, criada por Mauricio de Sousa em 1963, foi empossada ontem "embaixadora do turismo brasileiro". Ela será usada em campanhas no Brasil e no exterior. no ano passado, a Mônica já havia se tornado embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Legenda desnecessáriaNão sei ao certo como funciona essa "função" de embaixadora do turismo brasileiro, mas acho uma boa indicação. A Mônica é muito famosa no mundo dos quadrinhos e bem conhecida até fora do Brasil.

Há um aspecto interessante dela: é difícil pensar na Mônica sem associar logo à Turma da Mônica. Acredito que essa valorização do conjunto e da amizade seja uma das maiores qualidades das histórias do Mauricio.

Outra é a cara de Brasil dessas histórias. Não é preciso ir ao esteriótipo do futebol (embora haja o Pelezinho), do índio (embora haja o Papa-Capim), do malandro ou do samba... Mas, mesmo assim, a Turma da Mônica consegue ser 100% brasileira, com naturalidade, sem forçada de barra.

Parabéns à Mônica... E ao Mauricio, claro.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 08h57
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Trailer do filme do Homem-Coisa

Um personagem que é grande, verde, mora no pântano, tem uma profunda ligação com a natureza e aterroriza pessoas nas histórias em quadrinhos de uma grande editora de super-heróis. Sim, ele também virou filme. Não, não é o Monstro do Pântano (criado em pela DC em junho de 1971), mas o Homem-Coisa, personagem da rival Marvel criado um mês antes, em maio de 1971. Em inglês, até os nomes são parecidos Swamp Thing e Man-Thing.

Depois que achei o filme inteiro do Doutor Estranho ontem e os trailers do Capitão América dos anos 70 no final de semana, me empolguei e fiquei procurando mais cine-trash de super-heróis. Na verdade, eu queria do Quarteto Futuro (Power Pack), mas encontrei este trailer do Homem-Coisa. Não dá pra dizer que é um filme bom, mas para ser sincero, também não parece ruim. Soa como um filme de terror bem feito.



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 09h14
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O filme do Doutor Estranho

Doutor Estranho, o "feiticeiro supremo" da Marvel, não é exatamente um dos personagens mais famosos do mundo dos super-heróis. Mas tem seu interesse e já rendeu histórias boas... E até um filme, feito em 1978, direto para a TV.

O filme tem o climão anos 70 e é dirigido por Philip DeGuere e estrelado por Peter Hooten. Não é tão ruim quanto o do Capitão América, mas também é trash. Abaixo, o trailer:


Não é um filme fácil de baixar ou de encontrar em locadoras. Aliás, é bem difícil. Mas é possível assisti-lo no YouTube, a começar por este link: http://www.youtube.com/watch?v=8yfL3-A_3Sc&feature=related . Peça proteção a Vishanti, Agamotto, Ikonn, Watoomb e Cytorrak e boa diversão!



Categoria: Personagem
Escrito por Brasil Bonilla às 09h06
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Um pouco da metalinguagem do Laerte

Laerte, em sua recente fase filosófica, tem explorado os limites dos quadrinhos... E brincando com o ato de criar.

Sua tira de hoje é um ótimo exemplo de metalinguagem:



Categoria: Autor
Escrito por Brasil Bonilla às 21h23
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Roteirista, o quadrinista invisível

O quadrinista Gabriel Bá escreveu nesta semana um texto muito legal sobre roteiristas no seu blog 10 Pãezinhos.

Alan Moore, sempre uma referênciaLegal mesmo: reflete sobre a falta de reconhecimento dos roteiristas, lado tão importante dos quadrinhos quanto o desenhista/pintor/arte-finalista. Mauricio de Sousa sempre disse: "história em quadrinhos é, antes de tudo, roteiro", mas não é muita gente que entende isso.

Destaco alguns trechos do ótimo post do Bá:

"Nos Quadrinhos nacionais, estamos mais acostumados com autores que escrevem e desenham, fazem tudo. Muita gente pensa que os Quadrinhistas todos fazem de tudo, que não existe divisão de tarefas, que não existe só roteirista. As pessoas acham que fazer Quadrinhos é desenhar bem, criar personagens. E muitos Quadrinhistas pensam isso também. Não pensam em estrutura, forma, fluxo da narrativa. Não pensam em camadas de significado, não pensam em estilos. Acham que é só colocar uma gíria que já são coloquiais e modernos, que sabem captar os detalhes da sua época. Ou, na grande maioria, nem pensam nisso.

(...)

Ser roteirista não é fácil, assim com ser escritor não é fácil. Não adianta colocar a culpa nos outros. Ou você corre atrás..."
 
Vale a pena ler o post inteiro:"Um olhar sobre roteiristas."



Categoria: Conceitos
Escrito por Brasil Bonilla às 12h07
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