Gosto muito de Alan Moore. Acho ele um gênio. Na verdade, acho ele o maior roteirista de quadrinhos de todos os tempos.
Desde que a indústria norte-americana de quadrinhos passou a distribuir prêmios, em 1961, em 49 ocasiões foi dado o prêmio de melhor roteirista - um por ano, salvo quando era dividido em drama e humor.
Desses 49 prêmios, 14 foram para Alan Moore. Ou seja, quase 1 em cada 3 desde que a premiação começou - e mais de um a cada dois anos desde que ele começou a ganhar prêmios, em 1982 (Eagle Awards, por "V de Vingança"). O segundo roteirista que mais ganhou, Stan Lee, foi premiado "apenas" seis vezes.
Nos prêmios anglo-americanos, obras suas não são premiadas apenas no quesito "roteiro", mas normalmente são as mais premiadas em geral. Caso de "V de Vingança" (1982), "Miracleman" (1983), "Monstro do Pântano" (1985 e 86), "Watchmen" (1987 e 88), "A Piada Mortal" (1989), "Tom Strong" (2000) e "Top Ten" (2006).
Suas obras também são as HQs estrangeiras mais premiadas em circuitos fora do eixo anlgo-americano: "Watchmen" (Angoulême, 1989); "V de Vingança" (Angoulême, 1990, e HQ Mix, 1990); "Do Inferno" (HQ Mix, 2000) e "Lost Girls" (HQ Mix, 2007).
Um gênio. Mas chato pra dedéu.
O diretor Zack Snyder, de "300", está levando para o cinema "Watchmen", escrito por Moore. O trailer (acima) é maravilhoso - Moore tem, inclusive, todo o direito de não gostar, achar uma merda. Mas acho deselegante ele dar declarações como essa, reproduzida em nota do Omelete, falando a respeito do Snyder:
"Ele pode até ser um cara legal, mas o negócio é que ele é a pessoa que fez '300'. Não vi os últimos filmes de quadrinhos, mas particularmente não gostei da HQ 300. Tenho vários pontos a criticar, e tudo que ouvi ou vi sobre o filme parece ter incrementado as críticas, ao invés de reduzi-las: que é algo racista, que é homofóbico e, acima de tudo, totalmente idiota."
Eu também não gostei da HQ "300". Achei ruim. E não sou muito fã do filme. Mas eu, pelo menos, o assisti. Moore, sem ver, solta expressões como "totalmente idiota". Alan Moore: um gênio, mas um mala.
Semana Batman é isso aí: Batman poderia existir, mas não por muito tempo
Com o filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas" quebrando recordes
(arrecadou US$ 158,355 milhões durante seus três
primeiros dias de exibição nos Estados Unidos e Canadá, US$ 199,655 milhões no
mundo todo), o personagem está dando o que falar.
Diz a matéria: "Para investigar se alguém como Bruce
Wayne poderia fisicamente se transformar em uma devastadora gangue de um homem
só, o "Scientific American.com" procurou E. Paul Zehr, professor associado de
cinesiologia e neurociência na Universidade de Vitória na Columbia Britânica e
praticante de Chito-Ryu karate-do há 26 anos. O livro
de Zehr, "Becoming Batman: The Possibility of a Superhero ", da The Johns
Hopkins University Press, com lançamento previsto para outubro, trata exatamente
da nossa questão."
Isso é divertido. Ver esse tipo de curiosidade que o personagem suscita. Eu,
particularmente, acho que o Batman é completamente inviável. Em todos os
sentidos: físico, mental, social, tudo. Mas é uma história de fantasisa, de
super-heróis. Faz parte deste universo uma boa dose de realismo fantástico, com
ênfse no fantástico. Não acredito que Batman exista nem gostaria que ele
existisse. Mas essa discussão é divertida, por isso transcrevo mais um trecho da
matéria:
"A parte mais irreal da forma como Batman é retratado é a
natureza de seus ferimentos. Na maior parte do tempo, nos gibis e nos filmes,
mesmo quando ele ganha, geralmente acaba levando uma boa surra. Há um fracasso
real em mostrar o efeito acumulativo disso. No dia seguinte ele está fazendo a
mesma coisa, tudo de novo. É mais provável que ele estivesse cansado e
ferido."
De fato, não consigo imaginar o Batman não conseguindo sair para combater o
crime porque não dormiu bem ou porque está com uma dorzinha nas costas...
:-)
Vi neste final de semana "Batman - O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan. O filme é realmente tão legal quanto dizem. O Coringa é ótimo; o Btman, idem; as cenas de ação são muito boas; os diálogos, rápidos; só a mocinha, na minha opinião, é sem-graça.
Mas... Mas duas coisas.
Uma: em dois momentos do filme, fala-se: "Batman é mais do que um herói. Ele é um..." E completa com qualquer outra coisa que não um "super-herói". Por que será?
Por que evitar este termo ao qual o Batman é tão associado? Porque ele não tem poderes? Pode ser. Mas não são os poderes que definem um super-herói. Ele tem dupla identidade; combate o "mal" usando um uniforme; e possui poderes ou habilidades (no caso dele, habilidades) que o colocam definitivamente acima dos seres humanos normais.
A outra coisa que notei é a total falta de referências ("homenagens") aos quadrinhos - o que, claro, é completamente dispensável. Mas não deixa de ser curioso. Os filmes da Marvel, como "Homem de Ferro", além de serem ótimos filmes de aventura e fantasia, trazem referências nos diálogos ou nos nomes das personagens que remetem ao seu universo de quadrinhos (Shield; Jim Rhodes indeciso se usa a armadura ou não; o robô-mordomo de Stark chamado Jarvis; o escudo do Capitão América no fundo de uma cena).
Em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", não há nada disso. Com tanto foco no Departamento de Polícia de Gotham City, poderia ser citado um policial Bullock, Montoya ou Sawyer. Não aparecem o circo Haly (onde Dick Grayson e seus pais trabalhavam até estes serem assassinados); o jornal "Gotham Gazette" (onde Vicky Vale escreve) ou o "Planeta Diário" (de Clark Kent); ou a lanchonete Hambúrguer do Tio Pança.
As duas coisas que citei não são essenciais de modo algum. Nem tiram o mérito do filme, que é realmente ótimo, na minha opinião. Mas mantém o filme em paralelo às HQs, como se fosse autônomo. É uma opção, não há erro algum, repito. Mas poderia ficar mais divertido aos fãs com um pouco de referências/homenagens à série original.
Há muitos anos, saiu no Brasil uma "graphic novel" com roteiro de Frank
Miller e arte de Simon Bisley: "Badboy". Era hermética e estranha, mas bem
ilustrada. Achei estranha... Para ser sincero, não gostei.
Este fan film, em espanhol, é uma adaptação feita por fãs espanhóis. Mantém o
mistério e nonsense do roteiro de Miller, e substitui a arte "heavy metal" de
Bisley por um filmezinho bem feito, ainda que curto. Divertido.
Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 1 de 5 (artistas)
Foram divulgados ontem os 60 premiados do Troféu HQ Mix 2007. Vou dividir as categorias em cinco posts: artistas; Internet; fora dos quadrinhos; independente; e impressos.
Cito os indicados, quando houve indicados na categoria – em algumas, não há pré-selecionamento. Marquei em azul quem eu gostaria que ganhasse (ou quem acho que mereça ganhar, o que dá na mesma). Em negrito e sublinhado, quem de fato ganhou.
A HQ mais premiada foi “Laertevisão”, de Laerte, com três prêmios: projeto editorial, projeto gráfico e roteirista nacional.
Desenhista Nacional Fábio Moon e Gabriel Bá (5, Alienista e Fanzine) Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano e Ragú #6) José Márcio Nicolosi (Fetichast: Província dos Cruzados) Laudo (Clube da Esquina e Tianinha) Marcatti (A Relíquia) Mozart Couto (A Boa Sorte de Solano Dominguez) Spacca (D. João Carioca)
Desenhista Estrangeiro Charles Burns (Black Hole) David B. (Epiléptico 1) Doug Braithwaite (Justiça) Frank Quitely (Grandes Astros Superman) Hiroya Oku (Gantz) John Cassaday (Planetary) Takehiko Inohue (Vagabond, Slam Dunk)
Roteirista Nacional Daniel Esteves (Nanquim Descartável) Fábio Moon (O Alienista) Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano) Laerte (Laertevisão) Marcatti (A Relíquia) Spacca (D. João Carioca) Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Domingues)
Roteirista Estrangeiro Alan Moore (Lost Girls) Alison Bechdel (Fun Home) David B. (Epiléptico) Ed Brubaker (Demolidor) Guy Delisle (Pyongyang) Kazuo Koike (Samurai Executor, Lobo Solitário) Warren Ellis (Planetary)
Desenhista Revelação Daniel Gisé (Sociedade Radioativa / The Doors) Felipe Cunha (Front / Eterno) Gabriel Renner (Tarja Preta) Jozz (Zine Royale) Leonardo Pascoal (Bongolê-Bongoró) Shiko (Blue Note) Vinicius Mitchell (Revista O Globo)
Roteirista Revelação A. Moraes (Desvio) Cadu Simões (Homem-Grilo / Nova Hélade / Garagem Hermética) Chicolam ( Menino-Caranguejo) Fabiano Barroso (Um dia Uma Morte) Leonardo Melo (Quadrinhópole) Leonardo Santana (Prismarte) Nestablo Ramos Neto ( Zona Zen)
Chargista Angeli (Folha de São Paulo) Chico Caruso (O Globo-RJ) Cláudio (Agora -SP) Dálcio (Correio Popular - SP) Jean (Folha de São Paulo) Paixão (Gazeta do Povo-PR) Santiago (Jornal do Comércio de Porto Alegre)
Caricaturista Baptistão (O Estado de S.Paulo) Cárcamo (Revista Época / Folha de São Paulo) Dálcio (Correio Popular) Fernandes (Diário do Grande ABC) Gustavo Duarte (Lance!) Leite (Salão Carioca de Humor / Salão de Imprensa) Loredano (O Estado de S.Paulo)
Cartunista Adão Iturusgarai Allan Sieber Amorim DaCosta Dálcio Duke Simanca
Ilustrador Adams Carvalho Cau Gomez Cavalcante Gilmar Fraga Kako Walter Vasconcelos
Ilustrador de livro infantil Alê Abreu (As Cocadas - Global Editora) André Neves (O capitão e a sereia - Scipione) Daniel Bueno (Fernando Sabino na sala de aula - Panda Books) Felipe Cohen (O nascimento de Zeus - CosacNaify) Joana Lira (A criação do mundo - Cia das Letras) Mariana Massarani (Vivinha, a baleiazinha - Salamandra e Adamastor, o pangaré - Melhoramentos) Suppa (Valentina - Global Editora e Rima ou Combina - Editora Ática)
Trabalho de tradução Gil Tokio Escrito por Brasil Bonilla às 09h16
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Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 2A de 5 (impressos)
Foram divulgados ontem os 60 premiados do Troféu HQ Mix 2007. Vou dividir as categorias em cinco posts: artistas; Internet; fora dos quadrinhos; independente; e impressos.
Cito os indicados, quando houve indicados na categoria – em algumas, não há pré-selecionamento. Marquei em azul quem eu gostaria que ganhasse (ou quem acho que mereça ganhar, o que dá na mesma). Em negrito e sublinhado, quem de fato ganhou.
Publicação Infantil As Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini) Histórias da Carolina (Globo) Luluzinha (Devir) Naruto (Panini) Turma da Mônica (Panini) Turma do Xaxado (Cedraz) Witch (Abril)
Publicação de Clássico As Aventuras De Tintim - Explorando A Lua (Companhia Das Letras) Corto Maltese - As Célticas (Pixel) Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica) Marvel 40 Anos (Panini) O Gaúcho (SM) Turma Da Mônica - Coleção Histórica (Panini) Um Contrato Com Deus E Outras Histórias De Cortiço (Devir)
Publicação de Humor Escombros (Zarabatana) Groo: Odisséia (Opera Graphica) Humortífero (Opera Graphica) Marusaku (Conrad) Os Noivos Podem Se Beijar (Via Lettera) Piratas do Tietê: A Saga Completa (Devir) Tarja Preta (Independente)
Publicação Mix Front - Ódio #18 Graffiti #16 Marvel Max Irmãos Grimm em Quadrinhos Pixel Magazine Ragú # 6 Tarja Preta # 5
Publicação de Terror A Serpente Vermelha (Zarabatana) Black Hole (Conrad) Courtney Crumrin & As Criaturas da Noite (Devir) Death Note (Jbc) Midnight Nation - O Povo Da Meia-Noite (Panini) Preacher - Rumo Ao Sul (Pixel) Zombie World - O Campeão Dos Vermes (Pixel)
Revista de Aventura Grandes Astros Superman (Panini) J. Kendall - Aventuras De Uma Criminóloga (Mythos) Lobo Solitário (Panini) Mágico Vento (Mythos) Marvel Action (Panini) Pixel Magazine (Pixel) Slam Dunk (Conrad)
Publicação de Caricatura É Mentira, Chico!
Publicação de Tiras Animatiras de Jean (Abril) Benett Apavora! de Benett (Independente) Livro Negro de André Dahmer (Desiderata) Maakies de Tony Millionaire (Zarabatana) Mais Preto No Branco de Allan Sieber (Desiderata) O Mundo É Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson (Conrad) Talvez Isso... de Marcelo Campos (Casa 21) Escrito por Brasil Bonilla às 09h16
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Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 2B de 5 (impressos)
Edição Especial Nacional A Boa Sorte De Solano Dominguez (Desiderata) A Relíquia (Conrad) Fetichast: Províncias dos Cruzados (Devir) Irmãos Grimm Em Quadrinhos (Desiderata) Laertevisão (Conrad) O Alienista (Agir) O Corno Que Sabia Demais (Pixel)
Edição Especial Estrangeira Antes do Incal - Volume 2 (Devir) Asterix e a Volta Às Aulas(Record) Fun Home - Uma Tragicomédia em Família (Conrad) O Sonhador (Devir) Persépolis Completo (Companhia Das Letras) Planetary/Batman - Noite na Terra (Pixel) Pyongyang - Uma Viagem à Coréia Do Norte (Zarabatana)
Minissérie 52 (Panini) A Saga do Tio Patinhas (Abril) Eternos (Panini) Ex Machina - Símbolo (Pixel) Fábulas - 1001 Noites (Pixel) Guerra Civil (Panini) Justiça (Panini)
Publicação sobre Quadrinhos Crash (Editora Escala) Jornal Graphiq (Independente) Mundo dos Super-heróis (Editora Europa) Neo Tokyo (Escala) Revista Omelete (Mythos) Tokyo Pop (NSP) Wizmania (Panini)
Projeto Gráfico A boa sorte de Solano Dominguez (Desiderata) Almanaque do Ziraldo (Melhoramentos) Cidades Ilustradas São Paulo (Casa 21) Estórias Gerais (Conrad) Laertevisão (Conrad) Piratas do Tietê vol.2 (Devir) Sandman - Fim dos Mundos (Conrad)
Álbum de Aventura 300 De Esparta (Devir) Bone - A Princesa Revelada (Via Lettera) Corto Maltese - As Célticas (Pixel) Invencível - Perfeitos Estranhos (Hq Maniacs) Loki - Edição Especial Encadernada (Panini) O Menino-Vampiro - Infância Maldita (Mythos) Os Supremos - Edição Definitiva (Panini)
Publicação de Charges As Galinhas #1 de Eduardo Prado (Independente) Dálcio - Charges Publicadas entre 2003 e 2007 de Dálcio (Correio Popular) Imbróglio Capixaba de Vários (Independente) Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente) Pasquim (Antologia 72-73) #2 (Desiderata) Pizzaria Brasil de Cláudio (Devir) Urubu de Henfil (Desiderata)
Publicação de Cartuns Assim Rasteja A Humanidade de Allan Sieber (Desiderata) Confesso de Marco Jacobsen (Independente) Desenhos de Humor de Reinaldo (Desiderata) Existe Sexo Após a Morte de Adão (Desiderata) Jeremias, O Bom de Ziraldo (Melhoramentos) Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente) Onde Foi Que Eu Errei? de Rico (Independente)
Tira Nacional Animatiras de Jean Galvão La Vie En Rose de Adão Malvados de André Dahmer Níquel Náusea de Fernando Gonsales Piratas Do Tietê de Laerte Quadrinho Ordinário de Rafael Sica Salmonelas de Benett
Projeto Editorial A Ciência Ri (UNESP) Batman Crônicas vol. 1 (Panini) Coleção 100% Quadrinhos (Graffiti) Irmãos Grimm em Quadrinhos (Desiderata) Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica) Laertevisão (Conrad) São Paulo (Casa 21)
Editora do Ano Conrad Desiderata Devir JBC Panini Pixel Zarabatana
Grandes Mestres (seis escolhidos) Ypê Nakashima
Fernando Ykoma
Minami Keizi
Paulo Fukue
Roberto Fukue
Cláudio Seto
Homenagem Ivan Reis
Grande Contribuição Borba Gata-Luiz Ge 4º Mundo Guia do Ilustrador Escrito por Brasil Bonilla às 09h15
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Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 3 de 5 (independentes)
Foram divulgados ontem os 60 premiados do Troféu HQ Mix 2007. Vou dividir as categorias em cinco posts: artistas; Internet; fora dos quadrinhos; independente; e impressos.
Cito os indicados, quando houve indicados na categoria – em algumas, não há pré-selecionamento. Marquei em azul quem eu gostaria que ganhasse (ou quem acho que mereça ganhar, o que dá na mesma). Em negrito e sublinhado, quem de fato ganhou.
Publicação Independente de Autor Defensores da Pátria #1 Dinossauro do Amazonas #1 Homem-Grilo # 42 Lorde Kramus # 1 Menino Caranguejo # 1 Necronauta # 1
Publicação Independente de Grupo Café Espacial #1 Nanquim Descartável # 1 Bongolé Bongoro # 2 Quadrinhópole # 4 Cão # 2 Garagem Hermética # 3 O Contínuo #6
Publicação Independente Especial 5 Contos Tristes El Terrado Música para Antropomorfos Na Bodega O Relógio Insano Schem Há-Mephorash
Publicação Independente de Bolso A Serpente e a Borboleta De Bris Juke Box # 4 Subterrâneo # 20 The Doors Tulípio # 5 Zine Royale # 2 Escrito por Brasil Bonilla às 09h14
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Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 4 de 5 (fora dos quadrinhos)
Foram divulgados ontem os 60 premiados do Troféu HQ Mix 2007. Vou dividir as categorias em cinco posts: artistas; Internet; fora dos quadrinhos; independente; e impressos.
Cito os indicados, quando houve indicados na categoria – em algumas, não há pré-selecionamento. Marquei em azul quem eu gostaria que ganhasse (ou quem acho que mereça ganhar, o que dá na mesma). Em negrito e sublinhado, quem de fato ganhou.
Livro Teórico Almanaque de Cultura Pop Japonesa de Alexandre Nagado (Via Lettera) Desenhando Quadrinhos de Scott McCloud (M. Books) Iconográfilos - Teorias, Colecionosmo e Quadrinhos de Agnelo Fedel (LCTE) JAPOP - O Poder da Cultura Pop Japonesa de Cristiane A. Sato (NSP Hakkosha) Love Hina Infinity (JBC) Mulher ao Quadrado - As Representações Femininas nos Quadrinhos Norte-americanos de Selma Oliveira (UNB/Finatec) O Riso que nos Liberta de Wellington Srbek (Marca da Fantasia)
Animação Disputa Entre o Diabo e o Padre pela Posse do Cênte-Fór na Festa do Santo Mendigo de Francisco Tadeu e Eduardo Duval EngoleDuasErvilhas, de Marão Garoto Cósmico de Alê Abreu Juro Que Vi : Matinta Pereira de Humberto Avelar Leonel Pé-de-Vento (Leonel The Flurry-Foot) de Jair Giacomini Turma da Mônica - Uma aventura no Tempo de Maurício de Sousa Yansan de Carlos Eduardo Nogueira
Exposição 400 Quadrinhos Franceses (Midiateca da Aliança Francesa), Niterói/RJ Exposição "Oscar Niemeyer" (FIQ) Belo Horizonte/MG Fierro - La Historieta Argentina (FIQ) Belo Horizonte/MG Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos (Metrô Clínicas) São Paulo/SP Viajando em Quadrinhos pela França e Alemanha, Icaraí/RJ Ziraldo - O Eterno Menino Maluquinho (Salão Carioca), Rio de Janeiro/RJ
Evento 25 Anos da Gibiteca de Curitiba (Gibiteca Curitiba) 2ª Semana de Quadrinhos (Ufrj) 2º Festival de Quadrinhos (Fnac Brasília) 4º Ilustra Brasil! (SIB) 5° FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos Anime Dreams Recife 12 Horas de Hq
Salão e Festival 1º Salão Internacional De Humor Pela Floresta Amazônica 15º Salão Universitário De Humor De Piracicaba 18º Salão Carioca De Humor 20º Salão De Humor De Volta Redonda 34º Salão De Humor De Piracicaba 3º Salão De Humor De Paraguaçu Paulista IX Festival De Humor E Quadrinhos De Pernambuco
Adaptação para outro veículo 1º Salão Mackenzie De Humor E Quadrinhos - Documentário 300 - Filme Carlos Zéfiro - Calendário (Cervejaria Devassa) Homem Aranha 3 - Filme Hqs - Quando A Ficção Invade A Realidade - Romance (Rosana Rios) Três Irmãos De Sangue - Documentário Turma Da Mônica - Uma Aventura No Tempo
Articulista de Quadrinhos Álvaro de Moya (Revista Abigraf) André Morelli (Mundo dos Super-heróis) Eduardo Nasi (UniversoHQ) Gonçalo Júnior (Revista Cult, Bigorna) Marcus Ramone (UniversoHQ) Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos do UOL) Télio Navega (O Globo/Gibizada)
Tese de doutorado Jorge Arbach ("O Fato Gráfico - O Humor Gráfico como Gênero Jornalístico")
Tese de mestrado Daniel Bueno ("O Desenho Moderno de Saul Seinberg - Obra e Contexto") Escrito por Brasil Bonilla às 09h14
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Os premiados do HQ Mix 2007: artistas – parte 5 de 5 (Internet)
Foram divulgados ontem os 60 premiados do Troféu HQ Mix 2007. Vou dividir as categorias em cinco posts: artistas; Internet; fora dos quadrinhos; independente; e impressos.
Cito os indicados, quando houve indicados na categoria – em algumas, não há pré-selecionamento. Marquei em azul quem eu gostaria que ganhasse (ou quem acho que mereça ganhar, o que dá na mesma). Em negrito e sublinhado, quem de fato ganhou.
A Folha de ontem trouxe o artigo "Sátira", de Kenneth Maxwell. O texto (excelente, como tudo o que se refere ao autor) aborda a charge da "New Yorker" que retrata Barack Obama como terrorista. Reproduzo aqui uma parte interessante do texto (para ler o texto integral, clique aqui):
"Nesta semana, a capa da revista "New Yorker" traz o senador Barack Obama e sua mulher Michelle como terroristas muçulmanos. Ela ostenta cabelos enormes, em um penteado afro ao estilo dos anos 60, e porta uma metralhadora. Ele veste trajes do Oriente Médio. Os dois estão no Gabinete Oval da Casa Branca. Na lareira, encimada por um retrato de Osama bin Laden, vê-se uma bandeira dos Estados Unidos queimando. O resultado não é engraçado. De fato, a sátira passa bem longe do alvo.
O editor da "New Yorker", David Remnick, se viu rapidamente forçado a explicar que o objetivo da capa era demonstrar o absurdo dessas imagens. Mas estamos falando de imagens que refletem a onda de propaganda adversa a Obama que circula amplamente pela internet e nas fímbrias das campanhas. No Upper West Side de Manhattan, um baluarte da centro-esquerda, a capa pode parecer uma zombaria divertida quanto às percepções populares dos conservadores com relação a Obama, mas o mesmo não se aplica ao restante do mundo político. A capa não só não foi engraçada como na verdade está jogando mais lenha na fogueira."
Com todo respeito, eu discordo um pouco de Kenneth Maxwell. Pelo seguinte: é comum as pessoas associarem charges a humor, e nada mais. Quando uma charge pode, às vezes, levar à reflexão, não passando necessariamente pelo humor. O argentino Quino é mestre nisso, embora seja mais conhecido pela sua personagem Mafalda. O brasileiro Angeli também, especialmente quando ele trata do presidente da república. Seu ótimo livro "O Presidente que Sabia Javanês" (cujo co-autor é Carlos Heitor Cony) traz inúmeros exemplos de charge sem humor, mas nem por isso menos profundas.
Com essa charge, o pessoal da "New Yorker" não queria que as pessoas rissem, mas que elas pensassem. Aproveitando uma expressão usada por Keneth Maxwell, eles queriam colocar "lenha na fogueira". Estão fazendo muita gente refletir se a ascendência de uma pessoa (o avô de Obama era islâmico) é tão importante a ponto de interferir na hora de votar (ou não) nela. Alcançaram seu objetivo.
E talvez faça com que as pessoas reflitam também sobre a charge: mais do que humor, o papel da charge é fazer pensar.
Semana excepcional para as adaptações de personagens de quadrinhos para o cinema. Além da estréia de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", que estréia amanhã no Brasil, foram lançados dois trailers: "Watchmen" e "Spirit". Não consegui o trailer embedado deles, mas deixo o link... junto com meus comentários.
Watchmen http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/07/17/ult4332u821.jhtm Comentário: acho que há duas maneiras de ver esse filme. A primeira, de quem não leu: um monte de imagens sem muito sentido, mas com uma trilha sonora bacana. Parece ser mais um filme de super-heróis, mas com personagens que ele desconhece. A outra: para quem já leu, meu caso. É SENSACIONAL. Dá vontade de pausar em cada cena - afinal, todas elas parecem ter sido extraídas diretamente de cada página. Demais, demais.
The Spirit http://movies.yahoo.com/movie/1809838857/video/8831867 Adoro o personagem e respeito o diretor (Frank Miller), mas temo o que virá deste filme. O trailer é de altos e baixos: algumas cenas parecem ter sido retiradas de "Sin City" (co-dirigido por Miller e adaptação de outra HQ, "Sin City", do próprio Miller); outras são bem bonitas; e outras, que me perdoem os seguidores de Miller, mas me parece bem trash. Talvez intencionalmente trash, mas isso não dá para saber só pelo trailer.
No final de semana, a "New Yorker" deu uma charge, na capa, em que Barack Obama aparecia vestido como um islâmico radical, com um pôster do Bin Laden na parede e a bandeira norte-americana ardendo na lareira (post abaixo).
Tanto o partido democrata (pelo qual Obama sairá candidato à Presidência dos Estados Unidos) como o partido republicano (rival) criticaram a charge, que seria de mau gosto.
Ontem, Obama comentou a charge. Segundo nota da Agência EFE, via Folha Online, o que ele disse foi: "Trata-se de uma charge, e é por isso que temos a Primeira Emenda da Constituição. Os autores da charge talvez estimulem alguns conceitos equivocados, mas essa foi sua decisão editorial".
Não sou norte-americano, embore adore alguns comics e a cidade de San Diego, mas o que me parece, vendo de fora, é que a idéia do chargista (e da "New Yorker") foi mostrar o quão desnecessário é ficar tachando o Obama de islâmico. Mesmo que ele fosse, isso não faria dele um terrorista. Enfim, é isso que eu penso ao olhar para a charge. E, sim, acho que é uma ótima charge. Um desenho tão sucinto, tão significativo, que com uma única imagem estática consegue reunir muitos conceitos: eleições, Estados Unidos, manipulação de imagens, marketing, religião, terrorismo, ignorância e, acima de tudo, preconceito.
Agora, uma polêmica parecida se aproxima das eleições norte-americanas.
Diz a nota da agência AFP: "Uma capa da revista New Yorker
que apresenta o desenho de Barack Obama usando turbante como um islamita radical
foi classificada como de "mau gosto e ofensiva" pelo porta-voz do candidato
democrata à Casa Branca.
Em sua edição desta segunda-feira, a revista
publica uma caricatura de Obama vestido como um muçulmano e de sua esposa
Michelle de guerrilheira com um penteado "afro" e um fuzil, festejando a vitória
no Salão Oval da Casa Branca.
Obama e sua mulher tocam os dedos da mão
com o punho fechado num gesto tradicional de vitória, cumplicidade e
revanchismo. Na parede do gabinete presidencial há um retrato do líder
fundamentalista islâmico Osama bin Laden e na lareira uma bandeira dos Estados
Unidos é queimada.
"A maioria dos leitores vai considerar que (a capa) é
de mau gosto e ofensiva, e nós estamos de acordo", disse o porta-voz da campanha
de Obama, Bill Burton.
Obama e sua esposa foram criticados por
adversários que os acusam de não serem patriotas e uma série de falsos rumores
difundidos pela internet apresentam o candidato como um islamita secreto -
apesar de ser protestante-, e sua esposa como uma militante negra radical e
revanchista.
O editor da New Yorker, David Remnick, divulgou um
comunicado para explicar o sentido editorial da ilustração de Barry Blitt, que
como todas as capas da revista fundada em 1925 é um desenho sem
texto.
"Nossa capa sobre a 'campanha de medo' reúne uma série de imagens
fantasiosas sobre dos Obama e as mostra como óbvias distorsões", alegou
Remnick.
Segundo o editor, "tanto a bandeira queimada, como o traje de
nacionalista islâmico radical, o toque das m|ãos ou o retrato na parede, se
referem a um ou outro desses ataques".
"A sátira é parte de nossa
atividade, e é destinada a deixar as coisas abertas, ao apresentar um espelho
frente ao preconceito, ao ódio e ao absurdo. Esse é o espírito da capa",
insistiu.
O porta-voz da campanha do republicano John McCain, Tucker
Bounds, se somou à polêmica e criticou a revista nos mesmos termos que a equipe
de seu adversário democrata.
"Estamos completamente de acordo com a
equipe de campanha de Obama de que é de mau gosto e ofensiva", disse
Bounds.
O autor da charge defendeu seu desenho insistindo que a intenção
era denunciar o "ridículos" que são os ataques contra o candidato
democrata.
No entanto, nem todos concordam que a ironia da mensagem da
revista favorita da intelectualidade de esquerda nova-iorquina seja recebida da
mesma maneira pelos norte-americanos.
Segundo Jake Tapper, editorialista
político da rede ABC, a caricatura é "incendiária". "Me pergunto quais teriam
sido as reações se as tivessem publicado no Weekly Standard ou na National
Review", duas revistas conservadoras.
A edição desta segunda-feira da New
Yorker inclui um artigo sobre "como Obama se tornou político", que relata o
início de sua carreira em Chicago, e outro sobre as mudanças de postura do
candidato a respeito de diferentes temas."