Melhor capista de quadrinhos da atualidade lança livro
Não se pode julgar um livro pela capa. Mas e se for um livro que reúna as capas feitas pelo melhor capista da atualidade na indústria norte-americana de quadrinhos?
O Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos dos Estados Unidos, existe desde 1988, mas só em 1992 passou a premiar o melhor capista. E desde 2004, este prêmio só teve um dono: James Jean, tetracampeão por suas capas especialmente da série "Fábulas", a divertida série roteirizada por Bill Willingham, mas também por "Fugitivos", "Batgirl" e "Arqueiro Verde".
James Jean lançará "Fables Covers: The Art of James Jean, Vol. 1", que pode ser traduzido como "Capas Fabulosas: A Arte de James Jean - volume 1" ou "Capas de 'Fábulas': A Arte de James Jean - volume 1".
As belas ilustrações deste post são exemplos de trabalhos que serão publicados neste livro... e que deve dar um belíssimo livro de mesa...
Os melhores mangás de 2008, segundo os críticos japoneses
Ainda estou lendo menos mangá do que gostaria. Sei que tenho muito a aprender sobre histórias em quadrinhos, de um modo geral, e de maangá, em particular. E, quanto mais tangencio os mangás, mais quero aprender.
Uma maneira, embora não infalível, de conhecer um pouco sobre uma produção cultural está em seus prêmios. Se pegarmos os filmes premiados ano a ano no Oscar, por exemplo, poderemos ver um padrão dos filmes norte-americanos. Em Cannes, o padrão será outro.
Nos quadrinhos, há o Eisner Awards (nos Estados Unidos), os europeus Angouleme (França) e Lucca (Itália), o brasileiro HQ Mix e, no Japão, há duas grandes premiações voltadas para os mangás: Shogakukan e Kodansha. Nesta semana, foram anunciados os vencedores do Kodansha - os de Shogakukan já eram conhecidos.
Como estes prêmios (Eisner, Angoulême, Lucca e os dois japoneses) geralmente vão para materiais novos, dificilmente eles já foram lançados no Brasil quando da premiação. Entretanto, acho legal anotar os nomes dos premiados (e das obras, claro), para ficar de olho.
Os dois prêmios do Japão são divididos em quatro categorias: kodomo (infantil), shojo (para moças), shonen (para rapazes) e geral.
Os premiados no Kodansha deste ano são:
Kodomo: "Shugo Chara!", de Peach-Pit
Shonen: "Saikyo! Toritsu Aoizaka Koko Yakyubu", de Motoyuki Tanaka
Shojo: "Kimi ni Todoke", de Karuho Shiina
Geral: "Moyashimon", de Masayuki Ishikawa
Para mim, são todos nomes novos. O tema de "Moyashimon" é interessante. Trata-se de um estudante de agronomia com habilidade de ver e se comunicar com bactérias e microorganismos. Chegou a virar um anime.
Apenas para comparação, os premiados no Shogakukan-2008, nas mesmas categorias:
Kodomo: "Keshikasu-Kun", de Noriyuki Murase
Shonen: "Daiya no Ace", de Yūji Terajima
Shojo: "Boku no Hatsukoi o Kimi ni Sasagu", Kotomi Aoki
Geral: empate entre "Bambino!", Tetsuji Sekiya, e "Kurosagi", de Takeshi Natsuhara e Kuromaru
Em mais de três décadas de premiação, apenas uma única vez um mesmo mangaká levou os dois prêmios na categoria geral no mesmo ano: Naoki Urasawa, em 2001, por "Monster" (Shogakukan) e "20th Century Boys" (Kodansha).
"20th Century Boys", aliás, é o único mangá a ter vencido os dois prêmios na categoria principal - levou o Shogakukan em 2003.
Uma aula de imaginação, criatividade, muito trabalho e paciência. Sem som já é bacana; com som fica ainda mais legal. Simplesmente sensacional. Chama-se "Muto", foi filmado em Buenos Aires e o autor é Blu.
Um dos melhores, na minha opinião, blogs brasileiros sobre HQs, o Mais
Quadrinhos (http://maisquadrinhos.blogspot.com/), chegou à
centésima postagem. O autor é o mineiro Wellington Srbek, pesquisador,
roteirista e editor de quadrinhos. Ele escreveu, por exemplo, "Estórias Gerais",
hq ilustrada por Flavio Colin e que recebeu três prêmios no Prêmio HQ Mix de
2001 (melhor roteirista nacional, melhor graphic novel nacional e homenagem
especial a Flavio Colin).
Mais Quadrinhos é um blog diferente: menos noticioso, mais reflexivo.
Seus posts são, em geral, bem grandes, pois se aprofundam em um título,
personagem ou ator. Às vezes, há entrevistas, como esta, com Julio Shimamoto.
Em seu centésimo post, ele fez uma reflexão geral sobre as histórias em
quadrinhos, da qual destaco três trechos: a definição de histórias em
quadrinhos; as duas estruturas dos quadrinhos (tiras e histórias); e o
quadrinho-arte.
"Há dezenas de milhares de anos, os seres humanos
utilizam sequências de imagens para contar histórias. Das paredes
pré-históricas, passando pelos templos do Egito, até os livros ilustrados da
Europa medieval, diversos povos utilizaram técnicas de desenho e pintura,
associadas a símbolos gráficos variados para retratar e registrar aspectos de
sua existência. Mas as pinturas rupestres, os hieróglifos antigos ou as
iluminuras medievais NÃO são histórias em quadrinhos. Os quadrinhos são uma
forma de narrativa visual moderna, associada à imprensa. Inventados na Europa,
eles são resultado de séculos de experimentação artística, levada a cabo por
ilustradores e caricaturistas.
(...)
que chamamos de linguagem dos quadrinhos
apresenta-se em duas estruturas comunicativas distintas: as tiras e as histórias
em quadrinhos propriamente ditas. Tratemos rapidamente das especificidades de
cada uma.
Surgida nos jornais, tradicionalmente a tira segue o
padrão de uma sequência narrativa em quadros dispostos na horizontal, embora
existam tirinhas com apenas um ou dois quadros. Estrutura comunicativa
extremamente concisa, uma única tira, em seu restrito espaço físico, pode nos
fazer “morrer de rir” ou até “questionar o sentido da vida”, dependendo, é
claro, do talento e da intenção do autor, além de nossa disposição em fazer o
jogo comunicativo da leitura. A maioria das tiras enquadra-se no gênero
humorístico, mas muitas utilizam o riso para propor questões sociais, políticas
e humanas. O estilo de desenho predominante é o “cartum”, de formas sintéticas e
arredondadas, com traços marcados; mas também existem tirinhas em estilo
“acadêmico”, que segue proporções mais naturalistas. História que se conta de
uma vez só, na velocidade – ZAZ! – de uma tirinha, ironicamente as séries de
tiras tendem a durar anos ou até décadas, enquanto o público e autor mantiverem
a paixão por seus personagens.
Já as histórias em quadrinhos são estruturas
comunicativas organizadas na forma de uma ou mais páginas, sendo a página a
unidade básica de leitura (jamais lemos “meia página” de quadrinhos). Todos os
elementos que constituem a página (número, formato e distribuição dos quadros,
estilo de desenho, imagens em cor ou em preto & branco, presença ou não de
texto escrito) influenciam a mensagem produzida pelo leitor durante a leitura.
Uma história em quadrinhos pode ter desde umas poucas páginas até dezenas de
capítulos, pode vir numa única folha de papel ou em coleções com vários volumes.
Os formatos das edições (horizontais, verticais, grandes, pequenos) variam de
acordo com padrões gráficos e mercadológicos (revistas, gibizinhos, álbuns,
livros). Já a temática e o estilo das histórias em quadrinhos variam de acordo
com o gênero (faroeste, infantil, terror, super-heróis, etc.) e a intenção
criativa de seus autores, que no caso do quadrinho-arte têm um maior controle
sobre a produção das obras.
(...)
O que chamo de quadrinho-arte é mais comumente veiculado
na forma de revistas especiais, álbuns e livros, vendidos em livrarias e
agências de revista, e também encontrados em gibitecas e bibliotecas com seções
dedicadas aos quadrinhos. É claro que nenhuma listagem seria capaz de relacionar
todos os quadrinhos de qualidade artística e valor cultural, não apenas pela
multiplicidade de títulos existentes, mas principalmente pelo fato de que eleger
o que é “bom”, em termos de qualidade estética, depende de diferentes gostos e
formações pessoais, bem como de diferentes contextos sociais e históricos.
Assim, em se tratando dos quadrinhos, o leitor tem muito a ganhar se buscar
conhecer a produção em geral, ao invés de simplesmente agarrar-se à primeira
opção alardeada pela mídia. Mesmo porque, grande parte de nossa aventura com os
quadrinhos, grande parte do prazer envolvido em sua leitura, está na descoberta
de novos títulos e personagens, com histórias e estilos até então desconhecidos
por nós. E isto pode ser uma verdadeira “caça ao tesouro”."
Neste final de semana, postei dois fan filmes em homenagem à Poderosa, uma das versões da prima do Superman (as outras são as várias Supergirls). Acho os dois filmes, "Power Girl: The Classifieds" e "I'm Power Girl Dammit!!!", bem divertidos. E eis que, para minha surpresa, a equipe por trás deles (o diretor e roteirista Chris R. Notarile e a atriz Tawnya Manion, que interpreta a Poderosa) já fizeram um terceiro filme, "The World's Finest".
Este título, traduzido no Brasil como "Os Melhores do Mundo", remete à revista "World's Finest Comics", publicada pela DC Comics de 1941 a 1986, estrelada sempre por Batman e Superman. Por causa dele, "Os Melhores do Mundo" costuma se referir à dupla formada pelo homem-morcego de Gotham e o "homem de aço" de Metrópolis.
Mas não neste caso. Aqui, são "as" melhores do mundo: Mulher-Gato e Poderosa, não por acaso uma do núcleo de personagens do Batman e outra do Superman. Homenagem típica de fã.
Li na Folha que a poderosa Louis Vitton (a marca de luxo mais poderosa do mundo, segundo a "Forbes") está processando a artista dinamarquesa Nadia Plesner (http://www.nadiaplesner.com/), de 26 anos, por vender camisetas com a imagem (ao lado) de uma criança sudanesa desnutrida e nua que aparece com um cachorrinho igual ao da Paris Hilton e com uma bolsa da Louis Vitton.
Explica Nadia em seu site: "As I was reading the book "Not on our watch” by Don Cheadle and John Prendergast last summer, I felt horrified by the fact that even with the genocide and other ongoing atrocities in Darfur, Paris Hilton was the one getting all the attention. Is it possible that show business have outruled common sense?"
Livremente traduzindo: "Eu estava lendo o livro 'Not on Our Watch', de Don Cheadle e John Prendergast, no verão passado, e me senti horrorizada pelo fato de que mesmo com o genocídio e outras atrocidades contínuas em Darfur, Paris Hilton continuava adquirindo toda a atenção. É possível que o bom senso do show business tenha desgovernado completamente?"
Em minha opinião, não. Ele fez uma crítica social, como tantos outros chargistas fazem - Glauco, irmãos Caruso, Lailson, Dálcio Machado, Jean, tantos outros.
Como escreveu Angli no editorial da primeira edição da revista "Chiclete com Banana", no distante outubro de 1985: "Queremos com esse gibi - ou seria revista? - apenas beliscar a bunda do ser humano para ver se a besta acorda."
Mais de duas décadas depois, ainda há gente que acha a Paris Hilton mais importante que Darfur, ou que a pobreza no Brasil deve ser escondida, não denunciada. Enquanto ainda existirem pessoas assim, será importante que Nadia Plesner, Lovatto, Angeli e os demais continuem seu trabalho.
Este fanfilm é "I'm Power Girl Dammit!!!" ("sou a Poderosa, droga!!!") e é uma continuação do vídeo abaixo, "Power Girl: The Classifieds". Segue a mesma linha: comédia, usando personagens da DC - neste caso, Poderosa, Bizarro e Oráculo. Também é a mesma equipe: roteiro e direção de Chris R. Notarile, e Tawnya Manion como Poderosa.
Notei que faz muito tempo que não posto aqui um fanfilm, vídeo amador feito por um fã em homenagem a um personagem. E me lembrei deste "Power Girl: The Classifieds", estrelado pela Poderosa.
Inspirado pela época em que a heroína fazia parte da Liga da Justiça Europa - e quando estava no auge da sua impaciência -mostra o que aconteceria se ela tivesse "férias forçadas" do grupo para tentar controlar seu impulsivo temperamento.
O vídeo é um pouco longo (mais de 14 minutos), mas bem divertido. E Tawnya Manion ficou ótima como a impaciente Poderosa. Este fanfilm teve até uma continuação, que eu postarei amanhã.
Fui assistir a "Homem de Ferro", o filme de Jon Favreau, com a minha Pequena, que não lê quadrinhos. Ela gostou do filme; eu adorei.
Achei o roteiro amarrado e nas regras do gênero de super-heróis; ótimas atuações, especialmente do Robert Downey Jr. como Tony Stark / Homem de Ferro; humor; efeitos especiais divertidos; e citações internas para os fãs atentos.
Entretanto, ao sair do cinema, questionado sobre se o filme respeitava o personagem, engasguei. Em essência, sim, sem dúvida alguma. Mas qual deles?
Super-heróis de longa trajetória - o homem de Ferro foi criado há 45 anos, em março de 1963 - tendem a ter uma cronologia confusa. E o Homem de Ferro não escapa disso. Por isso, resolvi escrever um pouquinho (só um pouquinho) sobre cada "homem sob a armadura".
O primeiro Homem de Ferro é Anthony Edward Stark, o Tony Stark, criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby em "Tales of Suspense" nº 39 (março de 1963).
Trata-se de um homem ferido no peito durante uma guerra (Vietnã, 1963). Seu coração pode parar a qualquer momento. Aprisionado por vietnamitas e forçado a criar uma arma para eles, cria uma armadura que, ao mesmo tempo que mantém seu coração batendo, funciona como arma para que ele se fuja da prisão.
As primeiras histórias do Homem de Ferro/Tony Stark eram de uma imensa ingenuidade, e ele enfrentava inimigos de nacionalidades dos rivais dos Estados Unidos dos anos 60, entre eles os soviéticos comunistas Homem de Titânio (Boris Bullski), Dínamo Escarlate (Anton Vanko) e Viúva Negra (Natasha Romanoff), além do comunista chinês Mandarim (Gene Khan).
Com o tempo, Stark se tornou um inventor-cientista-sabe-tudo milionário e o Homem de Ferro era seu guarda-costas.
No início dos anos 80, em uma de suas melhores sagas, Homem de Ferro/Tony Stark finalmente encontra dois inimigos à sua altura.
O primeiro é Obadiah Stane, um habilidoso e manipulador empresário que vai derrotando Stark aos poucos, adquirindo partes de sua empresa, a Stark Internacional. O segundo é alcoolismo.
Com estes dois elementos (Stane, um rival de cérebro, e o alcoolismo), a saga "Demônio na Garrafa" é, na minha opinião, a melhor do personagem.
O Homem de Ferro também é membro dos Vingadores - membro-fundador e ex-líder. Também fez parte de formações derivadas do grupo, como os Vingadores da Costa Oeste e a Força-Tarefa.
Muitos anos e bobagens se passaram desde então. Stark ficou paralítico e voltou a andar; foi subsituído por um módulo de vida artificial (espécie de andróide) em três ocasiões; morreu, assassinado pelo Adversário, e ressuscitou; morreu, assassinado por Kang, e ressuscitou; morreu, assassinado por Massacre e ressuscitou.
Nos anos 2000, especialmente pós-11 de Setembro, as histórias do Homem de Ferro se tornaram mais políticas. Ele se tornou secretário de Defesa dos Estados Unidos por um tempo.
Depois, houve a saga "Guerra Civil", quando todos os super-heróis da Marvel tiveram que escolher se eram a favor ou contra a Lei do Registro, a versão Marvel para o Ato Patriótico do Governo Bush.
Com a Lei do Registro, todo superser, herói ou não, passou a ser obrigado a apresentar sua identidade, poderes etc. ao governo norte-americano. A maioria dos heróis foi contra, e houve uma rebelião, liderada pelo Capitão América.
O Homem de Ferro foi o líder da facção pró-Lei do Registro. Por sete meses, os heróis da Marvel pararam de combater os vilões e ficaram se enfrentando uns aos outros.
Stark venceu a "Guerra Civil" e hoje é o diretor da Shield, a misteriosa entidade cujo nome por extenso é "Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão" e que age em todos os países da Marvel... Quase o cargo de dono do mundo.
O segundo Homem de Ferro é James Rupert Rhodes, piloto amigão de Tony
Stark - no filme, ele é interpretado por Terrence Howard.
Rhodes assume a armadura pela primeira vez durante uma das crises de
alcoolismo de Stark. Acabou se firmando como Homem de Ferro, fazendo parte até
dos Vingadores da Costa Oeste - foi um dos membros-fundadores do grupo.
Depois, Rhodes assumiu outra armadura e identidade: Máquina de Combate, nome
que usa até hoje.
Rhodes brigou com Stark, e hoje eles não são mais amigos... Pelo menos, não
nos quadrinhos.
Em uma péssima saga dos Vingadores, grupo ao qual é muito ligado, o
Homem de Ferro original, Anthony Edward Stark, foi dominado por um inimigo dos
Vingadores, Kang (essa história foi recontada e na verdade não era Kang, mas
Immortus; originalmente, entretanto, era Kang).
Para combater o violento e dominado Anthony Edward Stark, os Vingadores
apelaram para um novo Homem de Ferro: Anthony Edward Stark. Na verdade, uma
versão adolescente dele, que viajou no tempo.
A saga termina com Stark, o original, se sacrificando para derrotar Kang
(Immortus, segundo a retcon - ato de "atualizar a história"). Teen Tony, como o
Stark viajante do tempo ficou conhecido, assume a armadura.
Teen Tony morreu assassinado por Massacre, assim como muitos outros heróis.
Entretanto, na cronologia (maluca?) da Marvel, todos os heróis que morreram no
confronto com Massacre foram "recriados" em outro universo por Franklin
Richards, filho so Senhor Fantástico e da Mulher Invisível.
Neste novo universo surge um novo Homem de Ferro: uma versão adulta de
Anthony Edward Stark, mas diferente de suas versões anteriores. Um quarto Homem
de Ferro.
Este universo criado por Franklin Richards foi mostrado durante os eventos da
saga "Heróis Renascem". Não deu certo, e esse tal universo foi pro vinagre, com
Franklin Richards (seria ele um deus?) ressuscitando todos os heróis no seu
universo original.
Na hora de recriar o Homem de Ferro, entretanto, Franklin Richards
(acho que ele é um deus!) tomou o cuidado de fundir o Stark original (primeiro
Homem de Ferro) com o Teen Tony (o terceiro Homem de Ferro). Surge uma nova
criatura, com a soma das memórias dos outros dois:o quinto Homem de Ferro.
A cronologia Marvel é uma zona, difícil de acompanhar
para leitores tradicionais, que dirá os leitores que, porventura, sintam-se
atraídos aos quadrinhos após assistirem os filmes.
Para este e outros casos, a Marvel criou o universo conhecido como
"Ultimate", onde seus personagens têm sido recriados aos poucos, sem pressa. As
revistas são mais pensadas, editorialmente falando. Claro, há erros - os autores
são humanos, super-humanos são só os personagens. Mas, no geral, tem histórias
de bom nível.
E o Homem de Ferro versão "Ultimate" foi criado como um dos protagonistas dos
Supremos, a versão "Ultimate" dos Vingadores.
Trata-se de Anthony Edward Stark, um homem com um tumor inoperável no
cérebro. Ele atua como Homem de Ferro, e sua identidade é pública: todo mundo
sabe que Stark é o homem sob a armadura.
O Tony Stark versão "ultimate" é mulherendo, alcoólatra e divertido, bem
parecido com o vivido por Robert Downey Jr. no filme "Homem de Ferro".