Calha

Personagem



O filme do Batman é muito legal, mas...

Vi neste final de semana "Batman - O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan. O filme é realmente tão legal quanto dizem. O Coringa é ótimo; o Btman, idem; as cenas de ação são muito boas; os diálogos, rápidos; só a mocinha, na minha opinião, é sem-graça.

Ótimos personagens, ótimos atoresMas... Mas duas coisas.

Uma: em dois momentos do filme, fala-se: "Batman é mais do que um herói. Ele é um..." E completa com qualquer outra coisa que não um "super-herói". Por que será?

Por que evitar este termo ao qual o Batman é tão associado? Porque ele não tem poderes? Pode ser. Mas não são os poderes que definem um super-herói. Ele tem dupla identidade; combate o "mal" usando um uniforme; e possui poderes ou habilidades (no caso dele, habilidades) que o colocam definitivamente acima dos seres humanos normais.

A outra coisa que notei é a total falta de referências ("homenagens") aos quadrinhos - o que, claro, é completamente dispensável. Mas não deixa de ser curioso. Os filmes da Marvel, como "Homem de Ferro", além de serem ótimos filmes de aventura e fantasia, trazem referências nos diálogos ou nos nomes das personagens que remetem ao seu universo de quadrinhos (Shield; Jim Rhodes indeciso se usa a armadura ou não; o robô-mordomo de Stark chamado Jarvis; o escudo do Capitão América no fundo de uma cena).

Em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", não há nada disso. Com tanto foco no Departamento de Polícia de Gotham City, poderia ser citado um policial Bullock, Montoya ou Sawyer. Não aparecem o circo Haly (onde Dick Grayson e seus pais trabalhavam até estes serem assassinados); o jornal "Gotham Gazette" (onde Vicky Vale escreve) ou o "Planeta Diário" (de Clark Kent); ou a lanchonete Hambúrguer do Tio Pança.

As duas coisas que citei não são essenciais de modo algum. Nem tiram o mérito do filme, que é realmente ótimo, na minha opinião. Mas mantém o filme em paralelo às HQs, como se fosse autônomo. É uma opção, não há erro algum, repito. Mas poderia ficar mais divertido aos fãs com um pouco de referências/homenagens à série original.



Escrito por Brasil Bonilla às 08h01
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Mulher-Maravilha vai virar um longa... de animação

Pôster da nova animação da Mulher-MaravilhaA Mulher-Maravilha ia virar um longa-metragem. O roteirista e diretor já havia sido escolhido: o ótimo Joss Whedon, criador dos seriados "Buffy" e "Firefly". Não deu certo. Whedon e a produtora queriam "filmes diferentes". Sem Whedon, o projeto ficou à deriva e, depois, afundou.

Agora, a DC anunciou um longa-metragem que será lançado ainda em 2008, mas direto em vídeo. Será um longa de animação. A primeira imagem divulgada é esta aí ao lado.

Pelo que li no Omelete, será uma transposição da origem da personagem tal qual foi contada por George Pérez em "Deuses e Mortais", a ótima saga lançada logo após "Crise nas Infinitas Terras".

No elenco, Keri Russell (foto abaixo, a voz da Mulher-Maravilha), Nathan Fillon (Steve Trevor), Alfred Molina (Ares), Virgina Madsen (rainha Hipólita) e Rosario Dawson (Ártemis).

Keri Russell, a voz da Mulher-MaravilhaAcho que sou muito chato, mas este filme não me empolga. Deve ser, pelo que circula na Internet, uma mera transposição da já citada "Deuses e Mortais". Enquanto a Marvel aproveita o cinema para dar passos além em seus personagens (como nas trilogias "X-Men" e "Homem-Aranha", e na saga dos Vingadores iniciada com "Homem de Ferro" e "Hulk"), a DC ainda patina e "arrisca" assim: longa de animação simples, com história já conhecida, direto para DVD. Para não ter erro.

As exceções: Superman e Batman. Com eles, personagens já consolidados, a DC tem investido. Com os outros...



Escrito por Brasil Bonilla às 09h35
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As melhores histórias do Lanterna Verde – minha versão (parte 1 de 3)

Muito bacana a edição de “As Maiores Histórias do Lanterna Verde”, lançada pela Panini, e que cometei ontem aqui no blog. Minha seleção de histórias é diferente da da editora em dois pontos:

 

A primeira aparição de um Lanterna Verde (este é Alan Scott), ilustrado por Sheldon Moldoff; dentro, o personagem foi ilustrado por seu criador, Martin Nodell1 – O Lanterna Verde foi criado em 1939 como um herói místico cuja identidade secreta era Alan Ladd Wellington Scott.  Depois, foi recriado como um herói de ficção científica em 1959, cuja identidade secreta era Harold Jordan – outros Lanternas foram criados (Guy Gardner, John Stewart, Kyle Rayner), mas sempre aproveitando o conceito apresentado na origem de Jordan, o de uma tropa “militar” que cuida da segurança universal. A edição da Panini prioriza Jordan; eu tentei mostrar um pouco dos outros Lanterns.

 

2 – A melhor fase do Lanterna Verde, na minha opinião, foi a de 1970 a 1971, quando Hal Jordan e seu melhor amigo, Arqueiro Verde/Oliver Queen, caíram na estrada de carro para conhecerem, de perto, os problemas reais dos Estados Unidos. Não há uma história dessa fase na seleção da Panini (embora haja outra dos mesmos autores, de 1972), mas eu selecionei uma, a que considero a mais emblemática do período.

 

Abaixo, as HQs que são, para mim, as dez melhores histórias do Lanterna Verde. Não é uma lista nem melhor nem pior que a da Panini, apenas diferente. Ficaram de fora algumas histórias que eu gosto muito, como a que aparece o Lanterna Verde brasileiro (José Hernandez); “Lanterna Verde – Mundo Surreal”, com a ótima arte de Seth Fisher; a história em que o vilão Áureo derrota Lanterna Verde/Hal Jordan; e a história sobre preconceito em que o melhor amigo de Lanterna Verde/Kyle Rayner é surrado apenas por ser gay.

Em azul, a fase da história dos quadrinhos a que a HQ em questão foi publicada.

 

Era de Ouro

1938-54

Da criação do Superman, quando é inaugurado o gênero de super-heróis, até 1954, quando foi publicado o livro “A Sedução dos Inocentes”, de Fredric Wertham. É neste período que surgem Superman, Batman e o primeiro Lanterna Verde (Alan Scott).

 

1 - “The Origin of Green Lantern” (1939)

No Brasil: não sei se já saiu por aqui... Estou procurando... Em inglês, é encontrável em “Golden Age Green Lantern Archives” nº 1

Roteiro: Martin Nodell e Bill Finger

Arte: Martin Nodell (sob o pseudônimo de Mart Dellon)

Protagonista: Lanterna Verde/Alan Scott

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

Primeira aparição do Lanterna Verde... Bem longe do ambiente de ficção científica no qual o personagem ficaria conhecido, é uma história de temática mística, com influência da história de Aladim e a Lâmpada Mágica (de “As 1001 Noites”) e da ópera “O Anel de Nibelungo”, de Richard Wagner.

 

Idade Média

1954-56

Pior período da indústria norte-americana de quadrinhos, acuada pelo livro “A Sedução dos Inocentes”, pelo macarthismo e pelo Código de Ética (censura). O período parece ser de apenas três anos, segundo essa divisão, mas o estrago foi bem grande. Os "comics" entraram em declínio por volta de 1946 e a retomada mesmo só aconteceria em 1961.

Nenhuma história.

 

Era de Prata

1956-1969

Na DC, surgem as novas versões de Flash, Lanterna Verde, Hawman e outros. Na Marvel, surgem Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, X-Men etc.

A lista da Panini já está bem boa sobre esta fase... Vou selecionar apenas uma, por seu valor dentro da cronoliga da editora DC, e pular para a Era de Bronze, onde acho que estão as duas melhores fases da história do Lanterna Verde (a já citada parceria com o Arqueiro Verde, por Dennis O’Neil e Neal Adams, e a fase de “Crise nas Infinitas Terras”, em que as histórias do Lanterna Verde, criadas por Steve Englehart & Joe Staton, tinham profundas ligações com a mini mais importante para a cronologia da editora, “Crise nas Infinitas Terras”).

 

2 - “The Day 100.000 People Vanished” (1960)

No Brasil: não sei se já saiu por aqui... Em inglês: “Green Lantern” (segunda série) nº 7

Roteiro: John Broome

Arte: Gil Kane e Joe Giella

Protagonista: Lanterna Verde/Alan Scott

Coadjuvantes: Thomas Kalmaku

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Sinestro
Primeira aparição de Sinestro, ex-Lanterna Verde e um dos maiores vilões do Universo DC. Também é aprofundado o conceito de Qward, o mundo que existe em um universo de anti-matéria – conceito que seria bem usado durante “Crise nas Infinitas Terras”.

Continua no post abaixo.



Escrito por Brasil Bonilla às 20h05
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As melhores histórias do Lanterna Verde – minha versão (parte 2 de 3)

Continuação do post acima, em que seleciono minhas dez histórias favoritas do Lanterna Verde. A idéia é complementar a lista da editora Panini publicada em “As Maiores Histórias do Lanterna Verde”. Em azul, a fase da história dos quadrinhos a que a HQ em questão foi publicada.

Era de Bronze

1970-86

Usando os termos que Roberto Guedes descreve o período em seu livro “A Era de Bronze dos Super-Heróis”: foi quando a primeira geração de fãs chegou ao campo profissional; nascimento do mercado direto de revistas; e surgimento de “graphic novels”, minissérie e maxi-séries.

 

Pelo traço de Neal Adams, uma das capas mais famosas do Lanterna Verde: Hal Jordan e Arqueiro Verde olham Ricardito, parceiro do Arqueiro, se drogando3 - “Herói Aplicadinho” (1971)

No Brasil: Grandes Clássicos DC nº 7 (Ed. Panini, 2006)

Roteiro: Dennis O’Neil

Arte: Neal Adams e Dick Giordano

Protagonistas: Lanterna Verde/Hal Jordan e Arqueiro Verde

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: Ricardito

Vilões: –

História chocante para a época: o Arqueiro Verde descobre que seu parceiro-mirim, Ricardito, era viciado em heroína. Como um herói reagiria a isso? Mas, antes de ser um super-herói, Oliver Queen é humano. E humanos erram.

 

4 - “Cinco Bilhões de Anos” (1986)

No Brasil: Superamigos nº 30 (Ed. Abril, 1987)

Roteiro: Steve Englehart

Arte: Joe Staton e Bruce Patterson

Protagonistas: Lanterna Verde/Apros, Lanterna Verde/Arisia, Lanterna Verde/Chip, Lanterna Verde/Guy Gardner, Lanterna Verde/Hal Jordan, Lanterna Verde/John Stewart, Lanterna Verde/Katma Tui, Lanterna Verde/Kryssma, Lanterna Verde/KT 21, Lanterna Verde/Medphyl e Lanterna Verde/Salakk

Coadjuvantes: Appa Ali Apsa, Guardiães do Universo e Zamoranas

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Áureo, Hector Hammond, Plasma Fig, qwardianos, Safira Estrela e Sinestro

Bela história com uma grande reviravolta na cronologia dos Lanternas Verdes: desde surgiram, em 1960, os Guardiães do Universo cuidaram do... universo. Nesta aventura, publicada em “Green Lantern” nº 200, eles anunciam sua “aposentadoria”: estão partindo para outra dimensão.

 

5 - “Tigres” (1986)

No Brasil: Grandes Clássicos DC nº 9 (Ed. Panini, 2006)

Roteiro: Alan Moore

Arte: Kevin O’Neil

Protagonistas: Lanterna Verde/Abin Sur

Coadjuvantes: Roixeaume

Vilões: Qull das Cinco Inversões

A origem de Hal Jordan, contada e recontada tantas vezes, tinha uma enorme incongruência nunca reparada por ninguém: por que alguém com um anel energético tão poderoso precisava de uma nave para viajar? Alan Moore, o homem que enxerga os detalhes, responde nesta bela e curta história.

 

Desconstrução

1986-92

“Watchmen” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” desconstroem o gênero. “Crise nas Infinitas Terras”, na DC, e “Guerras Secretas”, na Marvel, são usados como estopins para reestruturação dos personagens.

Fazia parte desta reconstrução o caráter ambíguo do anti-herói Guy Gardner, bem explorado na história abaixo (quando ele é o “vilão”).

 

6 - “Pesadelos da Mente” (1987)

No Brasil: Superamigos nº 44 (Ed. Abril, 1989)

Roteiro: Steve Englehart

Arte: Joe Staton e Mark Farmer

Protagonistas: Lanterna Verde/Arisia, Lanterna Verde/Chip, Lanterna Verde/Guy Gardner, Lanterna Verde/Hal Jordan, Lanterna Verde/John Stewart, Lanterna Verde/Katma Tui, Lanterna Verde/Kilowog e Lanterna Verde/Salakk

Coadjuvantes: Kari Limbo

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

História focada na ética deturpada de Guy Gardner. Depois desta história, ele foi para a Liga da Justiça, onde foi um dos principais personagens do grupo por anos. Além da ética dúbia, o humor foi fundamental para tirar Guy Gardner da sombra de Hal Jordan e o transformar em um personagem de primeiro escalão da editora.

 

7 - “A Origem Secreta de Gnort!” (1989)

No Brasil: Super-Homem nº 70 (Ed. Abril, 1990)

Roteiro: Keith Giffen e J.M.DeMatteis

Arte: Stephen DeStefano

Protagonistas: Lanterna Verde/G’Nort Esplanade Gneesmacher

Coadjuvantes: Gnancy Gneesmacher, Gnelson Gneesmacher e Gneman Gnoggs

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

O humor da Liga da Justiça estrelada por Besouro Azul e Guy Gardner abriu portas para personagens como G’Nort, o cômico Lanterna Verde com aparência e QI de um cachorro que só entrou na Tropa dos Lanternas Verdes por influência política de seu tio. Anos mais tarde, um “retcon” (alterar o passado dos personagens) determinou que havia uma Tropa dos Lanternas Verdes falsa, composta por idiotas, criada para acabar com a credibilidade da original. O tio de G’Nort pertencia a esta tropa falsa, mas o personagem era bom e acabou fazendo parte tanto da Tropa verdadeira quanto da Liga da Justiça, na cômica Liga da Justiça Antártida.

 

Lanterna Verde/Hal Jordan por M.D. Bright8 - “Amanhecer Esmeralda” (1989-90)

No Brasil: DC Especial nº 2 (Ed. Abril, 1991)

Roteiro: Gerard Jones, Keith Giffen e Jim Owsley

Arte: M.D. Bright e Romeo Tanghal

Protagonistas: Lanterna Verde/Hal Jordan

Coadjuvantes: Carl Ferris, Carol Ferris, Jack Jordan, Martin Jordan

Heróis coadjuvantes: Guardiões do Universo, Lanterna Verde/Abin Sur, Lanterna Verde/Katma Tui, Lanterna Verde/Kilowog, Lanterna Verde/Salakk, Lanterna Verde/Sinestro, Lanterna Verde/Squagga, Lanterna Verde/Tomar Re e Lanterna Verde/Tomy-Fai

Vilões: Legião

Também fez parte desta época de Reconstrução dos Super-Heróis recontar suas origens. “Amanhecer Esmeralda” foi uma minissérie em seis edições que reconta a origem de Hal Jordan. Excelente, assim como sua continuação, “Amanhecer Esmeralda II”.


Conclui no post abaixo.



Escrito por Brasil Bonilla às 20h01
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As melhores histórias do Lanterna Verde – minha versão (parte 3 de

Continuação dos posts acima (parte 1 e parte 2), em que seleciono minhas dez histórias favoritas do Lanterna Verde. A idéia é complementar a lista da editora Panini publicada em “As Maiores Histórias do Lanterna Verde”. Em azul, a fase da história dos quadrinhos a que a HQ em questão foi publicada.

Período Contemporâneo

1992-...

 

Sete artistas saem das duas grandes editoras e fundam a editora Image, cujas histórias, mais voltadas para a arte e despreocupadas com os roteiros, provocam nova guinada nas histórias.

Paradoxalmente, dentro da Image surgiu um dos títulos que mais trabalhou (e trabalha) em prol do gênero de super-heróis: “Astro City”, uma HQ que prima pelo roteiro e vai na contramão do resto da “Geração Image”. Também são como “Astro City”: as minis “O Reino do Amanhã” (DC) e “Marvels” (Marvel), assim como as revistas de Alan Moore para o selo ABC, como “Promethea” e “Tom Strong”.

 

Capa de Gerações Esmeralda, Gerações do Medo, por Brad Parker: as mãos de Alan Scott, Kyle Rayner e Hal Jordan9 - “Gerações Esmeralda, Gerações do Medo” (1999)

No Brasil: Lanterna Verde - Gerações Esmeralda, Gerações do Medo nº 1 a 2 (Ed. Mythos, 2003)

Roteiro: Ron Marz

Arte: Brad Parker

Protagonistas: Lanterna Verde/Alan Scott, Lanterna Verde/Hal Jordan e Lanterna Verde/Kyle Rayner

Coadjuvantes: Carol Ferris, Thomas Kalmaku

Heróis coadjuvantes: Guy Gardner, John Stewart, Liga da Justiça e Sociedade da Justiça

Vilões: nazistas

A Era Contemporânea dos quadrinhos presta muitas homenagens ao passado. Esta história, publicada originalmente como uma “graphic novel”, cria uma ameaça atemporal que ataca, em períodos diferentes, três gerações de Lanternas Verdes: Alan Scott, Hal Jordan e Kyle Rayner. Não fere a cronologia e, ainda por cima, faz sentido.

 

10 - “Renascimento” (2004-05)

No Brasil: “Lanterna Verde – Renascimento” nº 1 a 3 (Ed. Panini, 2005-06)

Roteiro: Geoff Johns

Arte: Ethan Van Sciver e Prentis Rollins

Protagonistas: Lanterna Verde/Guy Gardner, Lanterna Verde/Hal Jordan, Lanterna Verde/Kilowog, Lanterna Verde/Kyle Rayner e Lanterna Verde/John Stewart

Coadjuvantes: Carol Ferris, Ganthet, Guardiães do Universo e Martin Jordan

Heróis coadjuvantes: Arqueiro Verde, Espectro, Jade, Lanterna Verde/Abin Sur, Lanterna Verde/Alan Scott, Liga da Justiça, Novos Titãs, Ricardita, Sociedade da Justiça, Supergirl e Zatanna

Vilões: Hector Hammond, Mão Negra, Mongul, Parallax e Sinestro

Editorialmente falando, quase todos os erros possíveis foram feitos com todos os Lanternas Verdes. Pela ordem de criação:

Alan Scott: ficou décadas exilada em outra dimensão, foi rejuvenescido de uma ora para outra, foi envelhecido de uma ora para outra, perdeu os poderes, aposentou-se.

Hal Jordan: virou um vilão (Parallax), matou um monte de Lanternas Verdes (inclusive Katma Tui e Kilowog), destruiu uma equipe da Força-Tarefa da Liga da Justiça e morreu. Como se não fosse o bastante, ressuscitou como outro herói, o Espectro

Guy Gardner: virou o último descendente de uma raça de alienígenas, com poderes excepcionais, como transformar seus braços em armas

John Stewart: é responsável pela morte de uma irmã; pior: é responsável pela destruição de um planeta inteiro; sofre lavagem cerebral; é transformado em um Guardião do Universo; é transformado em humano de novo; vira um Darkstar; vê sua mulher ser assassinada (Katma Tui, morta pela Safira Estrela); vê sua mulher ressuscitar; vê sua mulherser assassinada de novo (agora, por Hal Jordan, em seu período como o vilão Parallax); sofre uma lavagem cerebral; e fica paralítico.

Kyle Rayner: ficou mais poderoso que toda a Liga da Justiça junta (como o herói Íon); depois abre mão de parte de seus poderes porque seria manter um personagem tão poderoso. É o que menos sofreu nas mãos dos editores – talvez por ter apenas  desde sua criação.

Enfim, era preciso alguém apagar essa bagunça toda: transformar todos eles em super-heróis com um anel energético na mão e só, sem ignorar as bobagens editoriais anteriores. “Renascimento” serve para isso: coloca os pingos nos is e abre caminho para um ótimo momento da franquia Lanterna Verde.



Escrito por Brasil Bonilla às 19h59
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Filme da Morte não está tão encaminhado quanto dizem

Cena de O Som de Suas Asas, primeira aparição da MorteO aguardado filme da Morte, a simpática irmã do Sandman, não está tão encaminhado quanto dizem.

O excelente diretor Guillermo del Toro, que está produzindo o filme, disse estar tendo dificuldades para conseguir financiamento por fazer questão de trabalhar com um diretor estreante: Neil Gaiman, o roteirista criador da personagem.

Mais nesta matéria do Omelete.



Escrito por Brasil Bonilla às 23h56
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A primeira Mulher-Maravilha de carne e osso

Em 1966, o seriado “Batman”, com Adam West, fez um estrondoso sucesso misturando humor e super-heróis. Os uniformes coloridos, as onomatopéias, os bordões de Robin (Burt Ward) foram transformados em divertidos episódios de aventura e humor.

Se deu certo com o Batman, por que não com a Mulher-Maravilha? O produtor William Dozier pensou em um seriado com a heroína amazona. Chegou a produzir um curto episódio piloto: “Wonder Woman: Who’s Afraid of Diana Prince?” (quem tem medo de Diana Prince?), dirigido por Leslie H. Martinson.

O episódio, com pouco menos de cinco minutos de duração, tem apenas duas personagens: Diana Prince, a Mulher-Maravilha, vivida por Ellie Wood Walker, e sua mãe – que não é amazona, muito menos a Rainha Hipólita.

Na história, a mãe de Diana Prince fica impedindo a filha de sair de casa para salvar o mundo porque quer que ela jante antes: “coma primeiro, salve o mundo depois”. Além disso, reclama da dor de ser mãe de Diana – não por ela ser uma heroína e correr risco de morte diariamente, mas por estar solteira aos 27 anos. “As vizinhas já estão comentando”, diz.

É, de fato, uma outra visão da Mulher-Maravilha. De amazona altruísta, transforma-se em uma solteira de 27 anos que mora com a mãe e que, quando veste o uniforme, em vez de sair para salvar o mundo, perde alguns minutos admirando-se no espelho, dando beijinhos e tchauzinhos para si mesma.

Esta adaptação nunca foi ao ar... Para alívio dos fãs.



Escrito por Brasil Bonilla às 09h58
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As melhores histórias do Superman: extra

Ontem, postei a lista das dez melhores histórias do Superman, na minha opinião. Meu amigo Hilton protestou: faltava “Superman - Paz na Terra”, álbum de luxo lançado quando dos 60 anos do personagem, escrito por Paul Dini e pintado por Alex Ross.

 

Ele tem razão: é uma ótima história. Aliás, uma ótima série: nos anos seguintes, saíram “Batman – Guerra ao Crime” (1999), “Shazam! – O Poder da Esperança” (2000), “Mulher-Maravilha – O Espírito da Verdade” (2001), “LJA – Origens Secretas” (2002) e “LJA – Liberdade e Justiça” (2003). Chegou a ser anunciada uma edição desta série estrelada pelos Supergêmeos (“Supergêmeos – Forma de Água”), mas era uma brincadeira de 1º de abril de Alex Ross e da revista “Wizard”.

 

Superman por Alex Ross

 

Estou fazendo, então, um adendo “extra”: mais cinco histórias do Superman boas, muito boas, que não poderiam ficar de fora:

 

11 - “A Supermoça de Krypton!” (1959)

Roteiro: Otto Binder

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes: Zor-El

Heróis coadjuvantes: Supermoça

Vilões: –

A divertida –e ingênua – origem da Supermoça: a prima do Superman cujo foguete chega à Terra quando ela já está adulta. Em vez dos óculos, a loira heroína se esconde sob uma peruca castanha.

 

12 - “Super-Homem versus Mulher-Maravilha” (1978)

Roteiro: Gerry Conway

Arte: Jose Luis Garcia-Lopez e Dan Adkins

Coadjuvantes: Lois Lane, almirante Nimitz, Steve Trevor, Albert Einstein (!), agente Michaelson, Perry White e Franklin Roosevelt

Heróis coadjuvantes: Mulher-Maravilha

Vilões: Barão Blitzkrieg e Sumô, o Samurai

Combate épico entre Superman e Mulher-Maravilha – na Lua, para não ferir inocentes. A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial. É, até certo ponto, politicamente incorreta: afinal, o que leva os dois maiores heróis da DC a saírem no tapa são pontos de vista diferentes. Desiste-se do diálogo, passa-se ao muque.

 

13 - “Superman 2 – A Aventura Continua” (1980)

Direção: Richard Lester

Roteiro: Mario Puzo

Coadjuvantes: Jor-El, Jonathan Kent, Lara, Martha Kent, Lois Lane, Perry White e Jimmy Olsen

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor, General Zod, Non e Ursa

Tão bom quanto o primeiro – e com um vilão mais assombroso: Geneeral Zod. Outra frase clássica, assim como o “Você vai acreditar que o homem pode voar” do filme anterior: “Ajoelhe-se perante Zod!” (dita ao presidente dos Estados Unidos).

 

14 - “Paz na Terra” (1998)

Roteiro: Paul Dini

Arte: Alex Ross

Coadjuvantes: Martha Kent e Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

Um homem sozinho pode acabar com a fome mundial? E se ele tiver superpoderes? E se ele não for um homem, mas um super-homem? Uma história diferente, coma brilhante arte de Alex Ross.


15 - “Smalville - Rosetta” (2003)

Roteiro: Alfred Gough e Miles Millar

Coadjuvantes: Lana Lang, Pete Ross, Chloe Sullivan, dr. Virgil Swann, Jonathan Kent e Martha Kent

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor

Qualquer episódio do ótimo seriado “Smallville” serviria, mas este conta com a participação especial de Christopher Reeve, o Superman do cinema.



Escrito por Brasil Bonilla às 11h27
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As dez melhores histórias do Superman – minha seleção (parte 1)

Ontem, postei a lista das dez melhores histórias do Superman – na seleção da editora Panini, que lançou “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”. Hoje, é a minha vez, explicando por que escolhi cada história.

 

Como os editores da Panini, tive o trabalho de selecionar histórias de diferentes fases do personagem (a explicação da divisão que fiz das fases está na post de ontem; a Panini, ou qualquer outro fã de quadrinhos, deve ter sua própria divisão das “eras” dos comics, suponho). Também procurei não repetir uma história que já havia sido escolhida por eles.

 

Era de Ouro

1938-54

1 - “Superman, Campeão dos Oprimidos!” (1938)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: Lois Lane

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: vários pequenos vilões

Primeira história do personagem. Ele trabalhava no “Estrela Diária”, não no “Planeta Diário”, mas Lois Lane já estava lá. A história é um amontoado de pequenas aventurazinhas, todas simples, mas nela estão as sementes da mitologia do Superman: uniforme, identidade secreta e Lois Lane, além dos superpoderes, que não eram tão super assim: ele não voava, por exemplo.

 

2 - “Superman Contra a Liga Protetora dos Táxis” (1939)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Ultra-Humanóide

Começa a surgir o conceito de um supervilão – antes mesmo de Lex Luthor. Assim como Luthor, o Ultra-Humanóide, a princípio, não tem poderes, mas se vale de sua enorme inteligência.

 

Idade Média

1954-56

Nenhuma história. De novo.

 

Era de Prata

1956-1969

Superman e a Legião dos Super-Heróis por Al Plastino3 - “A Legião de Super-Heróis” (1958)

Roteiro: Otto Binder

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes: Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis

Vilões: –

Em uma história simples e curta, são criados dois conceitos que até hoje são basilares do Universo DC: a Legião dos Super-Heróis e o século 30 tal como ele até hoje é retratado.

 

4 - “Lex Luthor, o Herói” (1961)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Jimmy Olsen, Lana Lang, Lois Lane, Perry White e Lori Lemaris

Heróis coadjuvantes: Supergirl, Krypto, Legião dos Super-Heróis, Liga da Justiça e Robin

Vilões: Lex Luthor, Bizarro, Duke Garner e Al Mants

Assim como “Os Últimos Dias do Superman”, da seleção da Panini, mostra o Superman morrendo, e como seus amigos mais próximos reagem a esta morte. Naquela história, entretanto, ele se safa. Nesta, ele morre, e o legado dele continua.

É tida como uma “história imaginária”, ou seja, uma história possível, mas que não faz parte da cronologia oficial do personagem.

 

5 - “Os Filhos de Batman e Super-Homem” (1965)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e Sheldon Moldoff

Coadjuvantes: Lois Lane

Heróis coadjuvantes: Batman, Batwoman e Superman Jr.

Vilões: Napoleão do Crime

Senti falta, na seleção da Panini, de uma história da dupla Superman e Batman. É uma parceria tão clássica no universo dos super-heróis que tem direito a um nome: Melhores do Mundo (World’s Finest), no original. Hoje, a parceria deles está em outra revista, “Superman Batman”.

Esta história que separei, em particular, apresenta um “futuro alternativo” que seria retomado em algumas outras ocasiões: um que Clark Kent se casa com Lois Lane e Bruce Wayne, com Kathy Kane. Os filhos dos dois casais, Clark Kent Jr. (Superman Jr.) e Bruce Wayne Jr. (Batman Jr.), se tornam adolescentes amigos, mas com problemas típicos de adolescentes.

 

A lista continua no post abaixo.



Escrito por Brasil Bonilla às 11h54
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As dez melhores histórias do Superman – minha seleção (parte 2)

Continuação do post acima: em vez das dez HQs listadas pela editora Panini para a “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”, as dez que, na minha opinião, são as melhores histórias do Superman.

 

Era de Bronze

1970-86

Superman e Flash por Jose Luis Garcia-Lopez6 - “Corrida Até o Fim do Tempo!” (1978)

Roteiro: Martin Pasko

Arte: Jose Luis Garcia-Lopez e Dan Adkins

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: Flash (Barry Allen) e Legião dos Super-Heróis

Vilões: Aylem, Islayn e Professor Zoom

Não é a primeira das corridas entre o Flash e o Superman, mas é das mais épicas: os dois têm que correr através do tempo e chegar até o fim da história do universo para impedir que um vilão sabote o nascimento do universo – como o tempo é “cíclico”, o universo nasce no mesmo instante em que termina.

Esta é a quarta corrida entre os dois. A primeira foi “Superman’s Race with the Flash” (de 1967), escrita por Jim Shooter, seguida por “The Race to the End of the Universe” (também de 1967), roteirizada por E. Nelson Bridwell. A terceira é de 1970 e foi escrita por Denny O’Neill: “Race to Save the Universe”.

No seriado “Smalville”, o episódio “Run” (de 2004), em que aparece Bart Allen (um dos Flashes dos quadrinhos), termina com ambos disputando uma corrida.

 

7 - “Superman: O Filme” (1978)

Direação: Richard Donner

Roteiro: Mario Puzo

Coadjuvantes: Jor-El, Jonathan Kent, Lara, Martha Kent, Lois Lane, Perry White, Jimmy Olsen e Lana Lang

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor, General Zod, Non e Ursa

Se eu fosse de uma editora, estaria preocupado em selecionar as dez melhores histórias do Superman em quadrinhos. Como não sou, posso escolher um filme – afinal, também é uma história do personagem.

Uma frase do pôster de divulgação é até hoje associada ao personagem: “Você vai acreditar que o homem pode voar”.

 

Superman, Batman, Robin, Mulher-Maravilha e Mongul por Dave Gibbons8 - “Para o Homem que Tem Tudo” (1985)

Roteiro: Alan Moore

Arte: Dave Gibbons

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: Mulher-Maravilha, Batman e Robin (Jason Todd)

Vilões: Mongul

Uma história e tanto. No aniversário de Superman (29 de fevereiro), ele recebe a visita de um vilão (Mongul), que lhe dá um “presente”: uma planta que faz com que seu maior desejo se realize – dentro apenas de sua mente, claro, pois seu corpo fica paralisado para sempre.

E o maior desejo do Superman é que Krypton não tivesse explodido. O sonho/pesadelo que ele vive nesta história é impressionante. Nesta alucinação, ele tem até dois filhos: Van-El e Orna.

Também tem uma frase marcante, dita, em sua alucinação, por Kal-El a seu filho van-El: “Van... Olhe... Sei que não vai fazer sentido, mas...Você é meu filho! Eu estava presente no seu nascimento, mas... eu não acho que você seja de verdade!”.

 

Desconstrução

1986-92

 

9 - “Superman x Legião dos Super-Heróis” (1987)

Roteiro: John Byrne e Paul Levitz

Desenhos: John Byrne e Greg LaRocque

Arte-final: Karl Kesel, Keith Williams e Mike DeCarlo

Coadjuvantes: Lana Lang, Jonathan Kent, Martha Kent, Pete Ross e chefe de polícia Parker

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis

Vilões: Senhor do Tempo e Legião dos Super-Vilões

Quando John Byrne reestruturou o Superman, chegou a um paradoxo. Ele instituiu que Kal-El era o último kryptoniano e que ele só se tornou Superman adulto. Isso invalidaria a Supermoça e a Legião dos Super-Heróis, personagens que não poderiam ser deixados de lado.

Nesta história em três partes, ele começa a esclarecer quem, afinal, foi o Superboy e qual o papel do Superman na criação da Legião dos Super-Heróis.

 

10 - “Vidas Paralelas se Encontram no Infinito” (1988)

Roteiro: John Byrne e Jerry Ordway

Desenhos: John Byrne e Jerry Ordway

Arte-final: John Byrne, John Beatty e Dennis Janke

Coadjuvantes: Lana Lang, Jonathan Kent, Martha Kent e Pete Ross

Heróis coadjuvantes: Legião dos Super-Heróis, Supermoça, Liga da Justiça, Jade e Robin

Vilões: General Zod, Quex-Ul, Zaora, Lex Luthor e Senhor do Tempo

Outro esclarecimento a ser feito por John Byrne em sua releitura do Superman: afinal, quem é a Supermoça? Ótima história, com final dramático.

 

Período Contemporâneo

1992-...

Nenhuma. Será que sou muito chato ou as histórias contemporâneas não são mais tão interessantes?



Escrito por Brasil Bonilla às 11h52
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As dez melhores histórias do Superman – seleção da Panini (parte 1)

Como disse no post acima, esta divisão das fases do Superman foi feita por mim, baseada nos livros que li sobre quadrinhos norte-americanos. Sinta-se livre para discordar, não sou o senhor da razão. Infelizmente ;-)

 

As dez histórias listadas abaixo foram selecionadas pela editora Panini para “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”.

 

Era de Ouro

1938-54

Da criação do Superman, quando é inaugurado o gênero de super-heróis, até 1954, quando foi publicado o livro “A Sedução dos Inocentes”, de Fredric Wertham. É neste período que surgem Superman, Batman, Mulher-Maravilha,Capitão América, Namor, Sociedade da Justiça e Capitão Marvel.

Superman por Joe Shuster1 - “A Origem de Superman e de Seus Superpoderes” (1939)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: Jonathan Kent e Mary Kent (que seria rebatizada Martha anos depois)

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

Apenas três páginas de história: o suficiente para apresentar o personagem, com muita originalidade e inocência.

 

2 - “E se o Superman Decidisse Acabar com a Guerra?” (1940)

Roteiro: Jerry Siegel

Arte: Joe Shuster

Coadjuvantes: –

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Adolf Hitler e Josef Stalin

Só duas páginas de história: 100%  ingenuidade e inocência. Ainda não existiam os super-vilões.

 

3 - “Três Super-Homens de Krypton” (1950)

Roteiro: William Woolfolk

Arte: Al Plastino

Coadjuvantes:Lois Lane, Jor-El e Perry White

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: U-Ban, Kizo e Mala

História bem original: três kryptonianos vêem a Terra. São tão poderosos quanto o Superman, mas egoístas. Enredo muito parecido com o do filme “Superman 2”.

 

Idade Média

1954-56

Pior período da indústria norte-americana de quadrinhos, acuada pelo livro “A Sedução dos Inocentes”, pelo macarthismo e pelo Código de Ética (censura). O período parece ser de apenas três anos, segundo essa divisão, mas o estrago foi bem grande. Os "comics" entraram em declínio por volta de 1946 e a retomada mesmo só aconteceria em 1961.

Nenhuma história. Compreensível.

 

Era de Prata

1956-1969

Na DC, surgem as novas versões de Flash, Lanterna Verde, Hawman e outros. Na Marvel, surgem Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, X-Men etc.

Superman por Curt Swan4 - “Os Últimos Dias do Superman” (1962)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Jimmy Olsen, Jor-El, Tharb-El, Lana Lang, Lois Lane, Perry White, Lori Lemaris

Heróis coadjuvantes: Supergirl, Krypto, Legião dos Super-Heróis, Batman e Robin

Vilões: kryptonita

História em tom épico, com direito a participação de muitos coadjuvantes, heróis ou não, das histórias do Superman.

 

5 - “O Confronto Entre Luthor e Superman” (1963)

Roteiro: Edmond Hamilton

Arte: Curt Swan e George Klein

Coadjuvantes: Lois Lane e Jimmy Olsen

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: Lex Luthor

História bem bacana: Lex Luthor é retratado como um vilão egoísta e invejoso, mas, acima de tudo, humano.

 

Essa lista, com meus comentários, continua aqui.



Escrito por Brasil Bonilla às 08h26
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As dez melhores histórias do Superman – seleção da Panini (parte 2)

Continuação do post acima: as dez histórias listadas pela editora Panini para a “Coleção DC 70 Anos – Volume 1 – As Maiores Histórias do Superman”.

 

Era de Bronze

1970-86

Usando os termos que Roberto Guedes descreve o período em seu livro “A Era de Bronze dos Super-Heróis”: foi quando a primeira geração de fãs chegou ao campo profissional; nascimento do mercado direto de revistas; e surgimento de “graphic novels”, minissérie e maxi-séries.

Superman por Jim Steranko

 

6 - “Precisa Haver um Superman” (1972)
Roteiro: Elliot S! Maggin
Arte: Curt Swan e Murphy Anderson
Coadjuvantes: Manuel e Juan
Heróis coadjuvantes: Guardiães do Universo e Lanterna Verde (Katma Tui)
Vilões: –
Acho a menos interessante desta coletânea... Mostra o Superman refletindo sobre seu papel na Terra, mas, na minha opinião, nada marcante...

7 - “O Exílio à Beira da Eternidade” (1984)

Roteiro e arte: Jim Steranko

Coadjuvantes: A’Dam’Mkent

Heróis coadjuvantes: Irmandade dos Supermen

Vilões: –

Uma proposta bacana: uma história do Superman em que ele aparece apenas na primeira página. Depois, a importância do legado do Superman para o universo, conforme os séculos (e milênios) vão passando.

 

Desconstrução

1986-92

“Watchmen” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” desconstroem o gênero. “Crise nas Infinitas Terras”, na DC, e “Guerras Secretas”, na Marvel, são usados como estopins para reestruturação dos personagens.

 

A explosão de Krypton por John Byrne8 - “A Origem do Homem de Aço” (1986)

Roteiro e arte: John Byrne

Arte-final: Dick Giordano

Coadjuvantes: Kelex, Jor-El, Lara, Jonathan Kent, Martha Kent, Lana Lang e Lois Lane

Heróis coadjuvantes: –

Vilões: –

John Byrne reintrepreta a origem do Superman: quem ele é, por que decidiu ser herói, como se formou... Simples e bem feito.

 

9 - “Retorno a Krypton” (1988)

Roteiro: John Byrne

Arte: Mike Mignola e Karl Kesel

Coadjuvantes: Jor-El, Kelex, Lara, Jonathan Kent, Martha Kent,

Heróis coadjuvantes:Gavião Negro e Mulher-Gavião

Vilões: kryptonita

Outra premissa interessante: o que aconteceria se Superman retornasse a Krypton? Essa idéia é retomada no início do filme do Superman lançado no ano passado, “Superman Returns”.

 

Período Contemporâneo

1992-...

Superman e Elite por Douh MahnkeSete artistas saem das duas grandes editoras e fundam a editora Image, cujas histórias, mais voltadas para a arte e despreocupadas com os roteiros, provocam nova guinada nas histórias.

Paradoxalmente, dentro da Image surgiu um dos títulos que mais trabalhou (e trabalha) em prol do gênero de super-heróis: “Astro City”, uma HQ que prima pelo roteiro e vai na contramão do resto da “Geração Image”. Também são como “Astro City”: as minis “O Reino do Amanhã” (DC) e “Marvels” (Marvel), assim como as revistas de Alan Moore para o selo ABC, como “Promethea” e “Tom Strong”.

 

10 - “Olho por Olho?” (1988)

Roteiro: Joe Kelly

Arte: Doug Manke, Lee Bermejo e outros

Coadjuvantes: Lois Lane, Perry White, Jimmy Olsen, Jack Ryder, Lex Luthor, Amanda Waller, Jonathan Kent

Heróis coadjuvantes: Aço

Vilões: Elite

Superman enfrenta quatro super-heróis tão poderosos quanto ele, mas com um senso de moral mais distorcido: matam quando bem entende. Interessante discussão ética.



Escrito por Brasil Bonilla às 08h25
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Alan Moore, Neil Gaiman e a questão Miracleman

Neil Gaiman escreveu "Sandman", e quase todos fãs de quadrinhos de qualidade, bem como pessoas que não gostam de HQs, já lerem a série ou ouviram falar dela. É "cult".

 

MiraclemanMas há uma outra série que envolve Neil Gaiman e que é muito menos conhecida: "Miracleman". Aliás, envolve também Alan Moore, outro roteirista do calibre de Gaiman nos quadrinhos contemporâneos (haverá mais algum desse nível?).

 

Essa história começa em 1954, quando a editora norte-americana DC Comics processou a Fawcett, proprietária do Capitão Marvel. Motivo: o Capitão Marvel seria um plágio do Superman.

 

A DC venceu, e a editora britânica que publicava as histórias do Capitão Marvel ficou sem histórias para suas revistas, que vendiam muito bem, obrigado. Coube a Mick Anglo criar o Marvelman, plágio descarado do Capitão Marvel. Em vez de "shazam", ele bradava "kimota" ("atomic", ao contrário). E, no lugar da Mary Marvel e Capitão Marvel Jr., estavam Young Marvelman e Kid Marvelman.

 

OK. Coisas da indústria da cultura. O personagem estaria até hoje no ostracismo, mas...

 

Mas, em 1982, o desconhecido (na época) Alan Moore assumiu Marvelman e começou uma das mais inovadoras HQs de super-heróis, com uma narrativa mais profunda e sombria.

Devido a um processo movido pela editora norte-americana Marvel, Marvelman tornou-se Miracleman.

 

OK. Coisas da indústria da cultura. Mas o personagem foi criado sete anos antes de a editora Timely mudar seu nome para Marvel...

 

Cena do primeiro Miracleman escrito por Alan mooreAlan Moore escreveu 16 números dessa série, sendo que o último deles saiu em dezembro de 1989.

 

Quem assumiria a responsabilidade por assumir a revista depois da passagem daquele jovem e promissor gênio? Outro jovem e promissor roteirista, mas à época nada mais que isso: Neil Gaiman.

 

“Miracleman” nº 17, o primeiro escrito por Gaiman, saiu em junho de 1990. Gaiman havia previsto três sagas com seis capítulos: “A Era de Ouro”, “A Era de Prata”e “A Idade das Trevas”.

 

Eis que, entretanto, a editora Eclipse faliu, e o último capítulo publicado foi o segundo da “A Era de Prata” (lançado em “Miracleman” nº 24, de  junho de 1993). Os dez

capítulos finais não foram publicados.

 

OK. Coisas da indústria da cultura.

 

Na verdade, nada OK: a história continua. A editora Eclipse foi comprada pelo quadrinista canadense Todd McFarlane, que ficou com 70% dos direitos do personagem Miracleman.

 

McFarlane e Gaiman passaram a disputar na Justiça, a partir de 1997, o direito da publicação de Miracleman.

Gaiman criou, em 2002, a Marvels and Miracles LLC, um fundo cujo objetivo é conseguir, em definitivo, os direitos sobre a publicação do personagem.

 

Essa pose lembra alguém? Dica: imagine um S no lugar dos MM
Essa pose lembra alguém? Dica: troque os MM por um S

 

O personagem não pode mais ser publicado. Em 2008, 15 anos após a interrupção da revista “Miracleman”, o destino do personagem permanece indefinido. E, enquanto o processo corre, os fãs, aguardamos.

 

No Brasil, as quatro primeiras histórias do Miracleman de Alan Moore foram publicadas de 1989 a 1990 pela editora Tannos. As revistas parecem fanzines... Cada um dos quatro tamanhos tem um tamanho diferente... Foi editado por um fã, talvez até de modo pirata (será que ele tinha direito?) e é difícil ser encontrada, mesmo em sebos.



Escrito por Brasil Bonilla às 12h17
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Você conhece bem o Pato Donald?

Na segunda-feira desta semana, Pato Donald completou 74 anos: ele surgiu em 9 de junho de 1934 no desenho animado "The Wise Little Hen (Silly Symphonies)". UOL Educação fez um curto, mas divertido teste sobre o personagem. São apenas seis perguntas, mas é difícil acertar todas - eu errei uma.

Nove de junho é a data de criação do pato com uniforme de marinheiro. Não diz no quiz, mas, dentro das histórias Disney, foi estipulado que o aniversário dele, na verdade, é 13 de março - azarado como ele só, Donald nasceu em uma sexta-feira 13, é claro.

Clique aqui e responda...

E vale a pena ver o "The Wise Little Hen (Silly Symphonies)":



Escrito por Brasil Bonilla às 08h16
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As muitas intenções do diretor do filme do Hulk

"O Incrível Hulk" estréia nesta semana. O diretor Louis Leterrier falou ao UOL Cinema sobre como queria o filme. Diz a nota:

Pôster do filme"Mas não queria fazer um filme só como a versão para a televisão do personagem, nem só como o herói se apresenta nos quadrinhos." Assim, o roteiro inicial foi dividido em dois: um em que o Gigante Esmeralda não aparecia, focando a trama na 'doença' de Banner, sua busca pelo antídoto e em todos os problemas envolvidos na situação, e outro mostrando as tentativas frustradas de cura e os ataques de raiva."

Ang Lee também queria muita coisa no filme anterior. Ele havia dito "não sei contar uma história de super-heróis, mas sei contar uma história mitológica". Deu no que deu: um filme estranho demais.

Leterrier também, aparentemente, tem mutias intenções. Quer fazer um filme tanto para os fãs do seriado quanto para os da HQ. Dizem que o segredo do sucesso não existe, mas o do fracasso é querer agradar a todos. Estou cético.



Escrito por Brasil Bonilla às 09h34
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